• 2 de March de 2018
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Rejeição de Eliziane acende luz amarela de Flávio Dino

CONVENIÊNCIA? Chamou atenção a estranha postura da Eliziane em não se pronunciar de imediato, como de costume, no caso envolvendo seu amigo, Cabo Campos, acusado de agredir a esposa

A esposa do deputado alega que, após uma discussão, foi atingida com golpes na cabeça e na boca, na presença de dois filhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dada como certa na escolha do governador Flavio Dino para ser a segunda opção de voto ao senado em sua chapa majoritária, a deputada federal Eliziane Gama agora começa a reviver o outro lado da fama, pois se de um lado, os holofotes do Palácio dos Leões apontam para suas qualidades, por outro lado, estar aparecendo tanto na mídia, não significa dizer que a deputada ‘está bem na foto’.

Nesta semana, uma série de fatos negativos acederam a luz amarela da deputada e de seus entusiastas do seu sonho em disputar o senado. Um dos principais assuntos comentados diz respeito ao silencio da deputada, que se fez de surda e muda com relação a agressão de violência física do deputado estadual Cabo Campos contra sua esposa.

Vale lembrar que Cabo Campos, já foi companheiro de chapa de Eliziane na disputa pela Prefeitura de São Luís, e isso soou como corporativismo por parte da deputada, eterna vigilante das causas que lhe rendem voto, que só se pronunciou após muita pressão popular sobre o caso, temendo assim, ainda mais rejeição a seu atual intento político.

Caloteira?

Por outro lado, Eliziane também teve seu nome estampado em blogs, sendo chamada até de caloteira, conforme noticiou o blog do Kiel Martins, que trouxe a notícia de que Eliziane teria alugado um apartamento do ex deputado Hélio Soares, e teria deixado o imóvel com condomínio atrasado e contas de luz em aberto

Segundo o blog, “assim que se separou, a deputada procurou Hélio Soares, para que ele alugasse um dos seus apartamentos, e assim fez. Soares alugou um apartamento na Península, área nobre de São Luís. Pensando que Eliziane seria uma boa inquilina, ele se despreocupou, e deixou as coisas correrem “soltas”. Foi o seu erro.

Passados alguns meses, chegou em sua casa uma ação extrajudicial, e foi aí que teve uma grande e desagradável surpresa. Eliziane não pagava o condomínio à meses.

Enfurecido, ele foi até o apartamento alugado para saber o que tinha acontecido e teve outra surpresa, a irmã não morava mais lá, e no seu lugar, ela deixou o irmão sem lhe fazer um comunicado. Hélio registrou um boletim de ocorrência na intenção de não perder o imóvel, pois as dívidas com os atrasos de condomínio eram enormes. Depois de muita insistência e cobranças, a pseuda “irmã” começou a pagar o condomínio atrasado e de forma parcelado”.

Sem apoio

Como se não bastasse, outras facetas da deputada começam a aparecer, chamar a atenção e despertar ainda mais rejeição a seu projeto pessoal de poder. Eliziane, na verdade, tem por parte do governador Flávio Dino, uma credibilidade não conseguida nem mesmo em sua igreja de origem, a Assembleia de Deus, denominação vista pelo governador como reduto onde a deputada teria grande liderança, mas que na verdade, é onde a deputada enfrenta rejeição por parte de grande número de pastores em posição de liderança destacada, com exceções, é claro, daqueles que foram indicados por ela a cargos de confiança no governo, como é o caso dos pastores que hoje exercem cargos de capelães da Policia Militar, por indicação da dela ao governador Flávio Dino.

Auto destrutiva

Eliziane Gama também esbarra no desafio de recuperar sua credibilidade política sobretudo na capital, onde ela viu sua popularidade ser duramente estremecida a pouco tempo, durante as eleições municipais. Considerado um verdadeiro tombo político, na época, a deputada até começou a pontuar bem, estando sempre à frente nas pesquisas antes do processo eleitoral, mas surpreendentemente terminou o pleito em quarto lugar, com pouco mais de 6% dos votos válidos, ou seja, um resultado pífio, produzido por uma escalada crescente de erros em sua campanha, feita de forma amadora, e também por adotar uma postura de ataque maciço e direto ao prefeito Edivaldo Holanda, postura essa que não lhe caiu bem, e a fez desperdiçar um tempo precioso diante do eleitorado, usando seu tempo de propaganda partidária, somente para destilar ataques premeditados, ao invés de falar em propostas e soluções, que lhe renderiam mais votos.

Ainda sobre o audacioso projeto de Eliziane, pesa uma complicada contrapartida, ou seja, o apoio da igreja estaria condicionado a uma clausula de permanência, pois na prévia realizada na cidade de Santa Inês pela Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão, ficou acordado que os candidatos escolhidos não poderão voltar atrás caso não consegam apoio político necessário para a disputa do cargo ao qual se propuseram, ou seja, caso a deputada Eliziane, por algum motivo desista de disputar o senado, não poderá contar com o apoio da igreja para disputar outros cargos, como deputado federal e estadual, pois outros nomes já estão também confirmados para esta disputa nestes cargos. Essa clausula aumenta ainda mais a tensão da deputada em ter que, a qualquer custo, honrar este compromisso, sob pena de possivelmente ficar sem mandato, caso recue de sua candidatura ao senado.

Sem reconhecimento

E para completar a lista, ainda existe a polemica “retiros culturais”, lei de autoria da deputada Eliziane Gama, que em tese, ajudaria igrejas a realizarem retiros no período do carnaval, mas que na prática, não passa de um projeto eleitoreiro da deputada, segundo a opinião de pastores e líderes evangélicos, como é o caso do pastor Lyndon de Araújo Santos, da Igreja Evangélica Congregacional.

Lyndon, que é professor do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão, Coordenador do Núcleo da Fraternidade Teológica Latino-Americana – FTL-MA e Membro do movimento Evangélicos pela Justiça, encaminhou carta à deputada Eliziane Gama, manifestando seu descontentamento e propondo até uma moção de repúdio ao Projeto de Lei de autoria da deputada, que propõe o financiamento público para o que ela chama de ”retiros culturais”. ”Retiros Culturais”, foi uma nova nomeclatura que a deputada evangélica encontrou para justificar o repasse de dinheiro público para custear eventos religiosos em épocas festivas, como carnaval e o período junino.

O pastor ainda foi mais incisivo e classificou a atitude da deputada como “prática que se liga à cooptação política e troca de favores eleitorais. Além disso, ‘retiros culturais’ é uma expressão que encobre e escamoteia a verdadeira estratégia que é dar dinheiro para a realização de shows evangélicos”.

O pastor ainda ressaltou em sua carta, que “os evangélicos neste país estão sendo envergonhados e vilipendiados em sua imagem pública por conta de práticas envolvendo dinheiro, corrupção, tráfico de influência” dentre outros. Ele ainda aconselha que “estes recursos deveriam ser devolvidos ao erário público como forma de bom testemunho e, ao mesmo tempo, abrir-se uma ampla discussão em torno do favorecimento do governo em ‘doar’ recursos públicos para entidades (sejam religiosas ou não), em nome da ‘cultura’.

Ainda na carta direcionada a deputada Eliziane Gama, o pastor faz alguns questionamentos sérios e pertinentes à distribuição destes recursos. “Infelizmente a comunidade evangélica de São Luis não foi convocada em sua ampla maioria e representatividade para discutir tal projeto de Lei. Por isso, levanto a questão em torno dos critérios para se definir para quem ou para qual igreja os recursos devem ser dados. Há edital público para transferir tais recursos por meio de licitação pública?”. Por fim, o pastor de forma incisiva, informa Eliziane que levará sua igreja a proposta de uma moção de repúdio e classifica esta prática, como sendo prejudicial ao Evangelho de Jesus.

Benefício restrito a apoiadores

Não menos contundente, o pastor, escritor e jornalista, Batista Soares, ressalta em artigo, que ao conseguir com que a Assembléia Legislativa do Maranhão aprovasse uma lei estadual que torna os antigos “retiros espirituais” – que ocorrem em período de carnaval – numa espécie de ação cultural, a deputada deputada Eliziane Gama teria alcançado a façanha de fazer com que a Secretaria de Estado da Cultura repasse verbas públicas para igrejas evangélicas realizarem o evento, dependendo da quantidade de membros, o problema é que só teve acesso ao dinheiro pastores e líderes evangélicos pertencentes ao grupo de apoio à deputada. Não se tem conhecimento de ninguém, fora do grupo, que tivesse seu projeto aprovado, apesar de muitos terem dado entrada no protocolo da Secretaria.

No mesmo artigo, o pastor ressalta que “há pessoas na igreja usando e abusando do princípio da democracia em proveito próprio. A lei de retiros culturais, no Maranhão, celebra um ‘evangelho’ no mínimo estranho. Anda na contramão da democracia quando, na prática, o direito estabelecido para todos –- por via legal, pois aprovaram uma lei no legislativo estadual –- foi negado em razão de um grupo que apóia uma deputada de uma denominação. A deputada Eliziane Gama pertence às Assembléias de Deus no Maranhão. Ela foi eleita para servir aos princípios democráticos. No entanto, legisla para apenas um grupo de evangélico da AD. E ainda somente para aqueles que lhe rendem voto.

Por estas e outras, na frente das câmeras, o governador Flávio Dino anda de mãos dadas com Eliziane, mas nos bastidores, ainda analisa muito se vai valer a pena todo o esfacelamento que seu grupo anda sofrendo em face desta provável escolha.

É esperar pra ver…

 

 

 

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