Carlos Madeira lamenta extinção do Parque Folclórico da Vila Palmeira

O ex candidato a prefeito de São Luís e juiz aposentado, Carlos Madeira, se manifestou nas redes sociais demonstrando indignação com a obra que substituiu a Parque Folclórico da Vila Palmeira por uma praça.
Em seu enfático texto, Madeira enalteceu o histórico do Parque, elevando-o ao patamar de “um dos maiores equipamentos do País para as atividades culturais, onde ficarão eternizadas nas memórias dos que amam a música, a dança, a gastronomia e todas as vertentes das artes populares sacrossantos de São Luís”.
Ao mesmo tempo, Madeira criticou “a falta resistência, a ausência de vozes de protesto diante da destruição deste símbolo da cultura popular.”
De forma contundente, ele ainda afirmou que “Gente que, por nojo à cultura popular, que não conhece a magia do bumba-meu-boi, do coco, do cacuriá, do tambor de crioula, das orquestras mágicas do Axixá, deve ser colocada na poeira do esquecimento!”
Ao final de seu desabafo, ele frisou que: Helena Leite fez falta; ela não teria silenciado a esse assassinato….
Leia abaixo o texto na íntegra:
ELEGIA PARA UM PATRIMÔNIO DA CULTURA POPULAR OU DA MORTE CRUEL DO PARQUE DA VILA PALMEIRA!
Com euforia, o Governo do Estado do Maranhão inaugurou neste final de semana a Praça da Família, na Vila Palmeira, onde, por mais de trinta anos, funcionou o Parque Folclórico da Vila Palmeira, rebatizado em 2015 como Parque Humberto de Maracanã.
Nesse ambiente de euforia, a tristeza, por um viés paradoxal, ganhou uma dimensão maior: o Parque Folclórico da Vila Palmeira, um dos maiores equipamentos do País para as atividades da cultura popular, foi palco dos maiores eventos dos festejos de São João nesta cidade de São Luís.
Por ali passaram os grandes ícones das festas juninas, em noites que ficarão eternizadas nas memórias dos que amam a música, a dança, a gastronomia e todas as vertentes das artes populares sacrossantos de São Luís: João Chiador, Humberto de Maracanã, Donato Alves, Mané Onça, Zé Alberto, Manequinho, Chagas, Zé Olhinho, Inácio Pinheiro e Brandão, do Boi Barrica, Dona Teté, Papete, Josias Sobrinho, Rosa Reis, César Teixeira, César Nascimento …
Por muitas gerações, os sons, os bailados, as cores e aromas de junho, principalmente, permanecerão indeléveis!
Neste mês aziago de março, sem nenhuma resistência, sem uma voz de protesto sequer, a máquina da burocracia matou um templo de arte popular; uma máquina iconoclasta, que destrói símbolos da cultura popular não merece respeito.
Gente que, por nojo à cultura popular, que não conhece a magia do bumba-meu-boi, do coco, do cacuriá, do tambor de crioula, das orquestras mágicas do Axixá, deve ser colocada na poeira do esquecimento. São iconoclastas!
Helena Leite fez falta; ela não teria silenciado a esse assassinato….


