Aos 93 anos, José Sarney sofre acidente vascular cerebral, comunica UDI Hospital

Após sofrer uma queda em sua residência em São Luís, o ex-presidente da República, José Sarney, 93 anos, foi internado no UDI Hospital no domingo, 16 de julho. Ao passar por uma série de exames foi identificado uma pequena isquemia cerebral, ou seja, um acidente vascular cerebral, porém sem grandes consequências e efeitos colaterais.

Mesmo com o AVC sofrido por Sarney, a previsão é que ele tenha alta em 24 horas do hospital.

Maranhão deve manter escolas cívico-militares

A extinção do Pecim (Programa de Escolas Cívico-Militares) pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) deve ter poucos efeitos práticos na maioria das unidades da Federação. Levantamento do Poder360 mostra que, das 27 UFs, só Alagoas confirmou que encerrará por completo a participação de militares. Ao menos 19 pretendem manter ou readequar o modelo e 7 ainda não decidiram.

O governo anunciou na 4ª feira (12.jul.2023) a extinção do programa criado em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nele, profissionais civis eram responsáveis pela área pedagógica das escolas enquanto militares –policiais, bombeiros ou membros das Forças Armadas– cuidavam da parte administrativa.

Até 2022, segundo dados do Ministério da Educação, 200 escolas em todo o país aderiram ao Pecim, com um total de 120 mil alunos atendidos. A maior parte (54 unidades), na região Sul.

O desejo de manter o programa funcionando, no entanto, não é só de governadores alinhados a Bolsonaro. No Maranhão, Carlos Brandão (PSB) –eleito com o apoio do atual ministro Flávio Dino (Justiça)– pretende manter o modelo.

Em mais de uma ocasião, Brandão defendeu as escolas cívico-militares e disse que pretendia ampliar a participação de militares em outros municípios. Depois do anúncio do governo federal, seu vice Felipe Camarão (PT) disse em seu perfil do Twitter que o governo agiu corretamente.

Quando perguntado por seguidores sobre as ações do governo estadual para acabar com o modelo implementado pelo MEC no governo anterior, Camarão disse que nenhuma ação foi tomada. Afirmou, no entanto, que discorda da continuidade do programa. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar mantêm oito Colégios Militares espalhados pelo Maranhão que seguem a doutrina definida pelo CBMMA e PMMA, com apoio da Secretaria de Estado da Educação(Seduc).

“Não aceitamos a implantação no governo anterior. Temos modelos de escolas militares, vinculadas à nossa PM e CB. Oito no total. Excelentes, por sinal. Mas seguem um modelo diferente do proposto pelo (des)governo anterior. O governo local manterá as relações das escolas municipais com a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, apesar de não ser a prioridade na área da Educação”, declarou Camarão. (Com Poder 360)

Ricardo Noblat fala de ‘plano do PT para tirar Flávio Dino da eleição de 2026’

Por Ricardo Noblat

Só vi uma pessoa recusar convite para ser ministro do Supremo Tribunal Federal: Luiz Carlos Sigmaringa Seixas, advogado, ex-deputado federal à época da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, e amigo, põe amigo nisso, de Lula.

Tão amigo que era um dos poucos convidados todos os anos para a festa familiar de aniversário de Lula. José Dirceu, Antonio Palocci e outros eram convidados para a festa pública. Sigmaringa, ou Sig, estava no avião que levou Lula preso para Curitiba.

Uma vez, perguntei a Sig por que ele recusou o convite de Lula para ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele respondeu, modesto, que não se sentia à altura do cargo, que era um simples advogado, e que havia nomes melhores do que o dele.

O PT, ou parte dele, infla o nome de Flávio Dino (PSB-MA), ministro da Justiça, para candidato à vaga a ser aberta no Supremo com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, ainda este ano. Dino já foi juiz federal. Seria muito bem recebido no Supremo.

Mas não é isso o que move a campanha do PT por Dino. O partido quer Dino fora da eleição de 2026 e ambiciona o lugar dele de ministro da Justiça, dono de um dos maiores orçamentos do governo. Dino só perde em popularidade para Fernando Haddad.

Dino chegou a pensar em se candidatar a presidente da República no ano passado, mas desistiu e apoiou Lula. Se Lula se candidatar à reeleição, o apoiará novamente. Mas, se por qualquer razão, Lula desistir de ser candidato, Dino admite que possa ser.

Daí o desinteresse de Dino por tornar-se ministro do Supremo. Resta saber o que diria, caso Lula o convidasse para tamanho sacrifício. Não foi uma, mas duas vezes que Sig disse não. Pena que não viveu para ver seu amigoypresidente de novo

O que causa câncer, segundo a OMS? Lista inclui profissões, produtos, vírus e alimentos

Desde 1971, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), avalia o potencial carcinogênico de uma série de elementos, de produtos químicos a fatores de estilo de vida. Segundo a entidade, “grupos de cientistas especializados revisam os estudos publicados e avaliam a força das evidências disponíveis de que um agente pode causar câncer em humanos”.

Até agora, mais de mil agentes passaram por esse crivo, sendo que mais de 500 foram enquadrados como “carcinogênicos”, “provavelmente carcinogênicos” ou “possivelmente carcinogênicos” para humanos.

De acordo com a oncologista clínica Laura Testa, da Oncologia D’Or e chefe do Grupo de Oncologia Mamária do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), trata-se de um trabalho muito valioso, porque as evidências científicas estão fragmentadas. “E a Iarc compila esses dados”, diz.

A nutricionista Maria Eduarda Melo, da área técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade física e Câncer do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ressalta que essa análise é feita em cima de três tipos de pesquisas: experimentais (em animais), em humanos e investigações sobre mecanismos de ação que possam explicar a relação entre determinado elemento e o câncer. “Os cientistas levam em conta a qualidade desses estudos, para garantir o melhor nível possível de evidência ao classificar uma substância”, aponta.

É importante destacar que a missão da Iarc é simplesmente categorizar cada item – eles não chegam a descrever detalhes como a dose ou frequência de exposição necessárias para um elemento de fato causar um tumor.

“A Iarc busca classificar as substâncias de acordo com seu potencial cancerígeno para, principalmente, informar a população e os sistemas de saúde sobre os riscos que determinadas substâncias podem representar”, esclarece o oncologista Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C. Camargo Cancer Center (SP).

O que entra em cada categoria

Depois dessa avaliação minuciosa, os pesquisadores classificam cada item em basicamente quatro categorias. Entenda mais sobre elas:

GRUPO 1

Aqui entram os elementos considerados carcinogênicos para humanos – ou seja, merecem o nível máximo de atenção. “Para fazer parte dessa categoria, é porque existe evidência suficiente em humanos de que determinada substância causa câncer”, resume Maria Eduarda. Outra possibilidade para um elemento ser julgado como carcinogênico é quando os cientistas encontram estudos de boa qualidade em animais e um mecanismo que justifique o motivo de causar a doença.

Nesse grupo, estão 126 agentes. Entre eles, há velhos conhecidos, como cigarro, álcool, radiação solar, poluição e consumo de carne processada (salsicha, bacon, linguiça e companhia). Também dá para citar infecção pela bactéria H pylori, infecção crônica por hepatite C, alguns tipos de HPV, poeira da madeira, atuar como pintor, etc.

GRUPO 2A

São os agentes definidos como provavelmente carcinogênicos para humanos. Nesse caso, existe evidência limitada de carcinogenicidade em seres humanos, mas há um conjunto suficiente de indícios mostrando que a substância é promotora de câncer em estudos experimentais, isto é, em animais.

Agrupados aqui, temos 94 agentes. Entre eles, estão: carne vermelha, anabolizantes, atuação profissional como cabeleireiro ou barbeiro, glifosato (um agrotóxico), trabalho noturno (quando prejudica o ciclo circadiano) e ingestão de bebidas muito quentes (acima de 65 °C).

GRUPO 2B

Ficam agrupados, aqui, os agentes classificados como possivelmente cancerígenos. A diferença em relação ao grupo 2A diz respeito ao nível de evidências científicas. No grupo 2B, elas são limitadas – tanto em seres humanos como em animais. É nessa classe que o aspartame acaba de ser incluído.

O adoçante artificial se junta, portanto, a uma lista de 322 agentes. Alguns exemplos: extrato de aloe vera, atividade de carpintaria e marcenaria, escapamento de motor a gasolina e extrato de ginkgo biloba.

GRUPO 3

Ele agrega os agentes que não são classificáveis quanto à sua carcinogenicidade para humanos. De acordo com Maria Eduarda, significa que a evidência em estudos humanos é inadequada, e as provas em estudos experimentais são insuficientes. Além disso, o mecanismo capaz de justificar o potencial cancerígeno em animais não seria plausível para seres humanos. Mas, ainda segundo a nutricionista, com o avanço da ciência, a classificação pode mudar.

Alguns agentes alocados no grupo 3: iluminação fluorescente, produtos para coloração de cabelo, mate (não muito quente), implantes mamários de silicone e chá. No total, são 500 compostos.

A atualização da lista

Pesquisadores de vários países fazem parte da Iarc – inclusive, o Inca está no conselho científico da entidade. Quando eles se reúnem, discutem quais substâncias serão prioritárias para os próximos cinco anos, e que provavelmente vão sair nessa lista. “Eles podem decidir analisar tanto algo inédito como um elemento que já foi avaliado, mas, na época, não encontraram pesquisas suficientes sobre o tema”, esclarece Maria Eduarda. (Estadão)

Júnior Cascaria enaltece circuito de vaquejada e faz balanço na Assembleia

O deputado estadual Júnior Cascaria (Podemos), usou a tribuna em sessão plenária nesta quarta feira (12), para parabenizar o circuito de vaquejada que acontece no interior do estado e para fazer um balanço dos seis primeiros meses de mandato na Assembleia Legislativa.

“Quero parabenizar os organizadores, Paulo Maratá de Trizidela do Vale e o empresário e ex-prefeito Breado de Igarapé Grande que organizaram duas grandes vaquejadas no Médio Mearim com recorde de público. O esporte de vaquejada além de muito apreciado pelos maranhenses, movimenta a economia das cidades e gera empregos diretos e indiretos”, frisou o parlamentar.

Durante o seu pronunciamento, o deputado Júnior Cascaria fez uma prestação de contas do seu primeiro semestre na Assembleia Legislativa.

“Estamos encerrando hoje nosso primeiro semestre com muita gratidão ao povo do Maranhão. Destaco entre minhas ações, a assistência às famílias desabrigadas no interior do estado em razão dos alagamentos no início do ano. Destinei emendas para a Saúde e para o São João do município de Poção de Pedras, além de indicações para a recuperação da MA 122, que liga Lima Campos a Pedreiras, MA-146, que liga Bacabal a Lago da Pedra e MA 012, no trecho que liga o Povoado Cariri ao município de Esperantinópolis e estou finalizando o semestre com o projeto de lei que institui a Semana Estadual de Conscientização e prevenção da Síndrome do Pânico, que tenho certeza que será aprovado por esta casa”, finalizou Júnior Cascaria.

Duarte e Edivaldo querem indicado de PT/PV/PCdoB como vice em SLZ

A federação partidária Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) recebeu, nesta sexta-feira(14), os pré-candidatos a prefeito de São Luís Duarte Jr.(PSB) e Edivaldo Holanda Jr.(sem partido).

Ambos apresentaram às siglas a proposta de ter um indicado delas como candidato a vice-prefeito de São Luís na eleição do ano que vem.

Edivaldo, por ora, segue sem partido, mas está alinhavando uma entrada no Podemos, via deputado federal Fábio Macedo.

As reuniões foram realizadas na sede do PT e contou com as presenças dos presidentes dos três partidos no Maranhão, Francimar Melo (PT), Adriano Sarney (PV) e Márcio Jerry (PCdoB).

Márcio Jerry e Francimar Melo avaliaram os dois encontros, realizados nesta sexta-feira (14).

“A direção da Federação Brasil da Esperança no MA (PCdoB, PT e PV) recebeu em proveitosa reunião o companheiro deputado federal Duarte Júnior, que oficializou pedido de apoio à sua candidatura a prefeito de São Luís. Seguimos dialogando com pré-candidatos a prefeito de São Luís. Recebemos a visita do ex-prefeito Edivaldo Júnior, que apresentou sua pré-candidatura. Com muito diálogo no campo oposicionista vamos construir um projeto eleitoral vitorioso para São Luís”, destacou Jerry.

Neto Evangelista é o melhor avaliado, Duarte o menos rejeitado, mas é Paulo Victor o nome escolhido por Brandão para disputar a Prefeitura de São Luís

Visando as eleições de 2024, o Palácio dos Leões encomendou uma pesquisa qualitativa para fazer uma avaliação completa dos pré-candidatos a prefeito de São Luís e direcionar a sua estratégia, visando o sucesso eleitoral. Diferentemente da quantitativa, a qualitativa se preocupa com o nível de realidade que não pode ser quantificado, ou seja, ela trabalha com o universo de significados, de motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes. Diante dessas informações é possível preparar, ajustar e buscar convencer o eleitorado que determinado nome é o melhor para governar.

Na avaliação feita pelo Palácio dos Leões, seis nomes foram colocados nos estudos: Eduardo Braide (PSD), Edivaldo Holanda Júnior (sem partido), Duarte Júnior (PSB), Neto Evangelista (União), Paulo Victor (PSDB) e Carlos Lula (PSB).

O prefeito e o ex-prefeito de São Luís seguem com boa percepção. Para a população ludovicense, Braide é um prefeito presente e Holandinha deixou o legado das praças, que ainda permanece na memória dos moradores de bairros como um grande benefício.

Mas está entre os pré-candidatos de Dino/Brandão, as percepções mais importantes, afinal eles são os preferidos do Ministro da Justiça e do governador.

Neto Evangelista foi o que apareceu com o melhor perfil, Duarte Júnior o menos rejeitado, Carlos Lula ficou no patamar do famoso zero a zero e Paulo Victor acabou sendo o “diamante” a ser polido.

Não à toa que nas últimas semanas, Carlos Brandão colocou Paulo Victor debaixo dos braços e está levando para todos os cantos de São Luís. Vistoriando, anunciando e entregando obras, quem aparece junto com o chefe do Palácio dos Leões é o presidente da Câmara de São Luís.

A seu favor estão algumas características: Paulo Victor pode ser o primeiro prefeito negro da história de São Luís; o primeiro legitimamente prefeito vindo da periferia da capital; o primeiro após 16 anos, oriundo da Câmara de Vereadores*; o fato de filiar-se em breve no PSDB (partido do coração de Carlos Brandão), entre outros.

Brandão quer deixar sua marca para a posteridade ao garantir transformações na política do Maranhão com a eleição da primeira mulher para a presidência da Assembleia Legislativa e quem sabe o primeiro negro para comandar o Palácio de La Ravardiere.

*O último prefeito de São Luís vindo diretamente da Câmara de Vereadores foi Tadeu Palácio, que foi escolhido em 2000 para ser o vice Jackson Lago, ele assumiu a Prefeitura em 2002 e permaneceu até 2008. Edivaldo Holanda Júnior que foi prefeito entre 2013 e 2020 também foi vereador, mas primeiro ascendeu a deputado federal para depois ser prefeito.

Assaí abre mais de 280 vagas de emprego para trabalharem na 3º loja em São Luís

O Assaí Atacadista está com 283 vagas abertas para compor o time da sua terceira loja em São Luís. A unidade já está em obras e tem previsão de abertura até o final deste ano. O Assaí São Luís Novo Angelim está na Avenida Jerônimo de Albuquerque e irá atender aos(às) moradores(as) do bairro Angelim e, também, às regiões do entorno, como os bairros Cohama e Cohab. A localização reforça a estratégia do atacadista para ficar cada vez mais próximo de seus(suas) clientes e em localidades de grande densidade urbana.

Todas as posições são efetivas, abertas para pessoas com deficiência e abrangem diferentes áreas e níveis de experiência, incluindo funções técnicas, operacionais e de liderança. Algumas das vagas disponíveis são:

– Chefe de Seção

– Auxiliar de Açougue

– Açougueiro

– Fiscal de Prevenção de Perdas

– Repositor de mercadorias

– Operador de Caixa

– Empacotador

– Vendedor de Cartão.

Os(as) interessados(as) em trabalhar na unidade devem se cadastrar exclusivamente no site
https://expansaoassaisaoluis.gupy.io/ até o dia 11 de agosto. Para iniciar a participação no processo seletivo, é necessário ter em mãos RG, CPF, número de telefone e endereço de e-mail. Os processos seletivos serão realizados com etapas presenciais e online. A empresa oferece remuneração e pacote de benefícios compatíveis com o mercado e possui, também, um plano estruturado de carreira, com investimentos constantes em capacitação e no desenvolvimento profissional de seus(suas) colaboradores(as) em todo o país.

Atualmente, a Companhia conta com 3 unidades no estado do Maranhão, sendo duas na capital, localizadas na Avenida Guajajaras e na Avenida São Luís Rei de Franca, e uma na cidade de Imperatriz, na região metropolitana do sudoeste do Maranhão. Com a nova unidade, o Assaí chegará a 4 lojas no estado do Maranhão.

Barroso nega pedido para Dino explicar falas sobre urnas

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, negou nesta quarta-feira, 12, o pedido feito por deputados bolsonaristas para intimar o ministro da Justiça, Flávio Dino, a explicar críticas antigas sobre a segurança das urnas eletrônicas, feitas entre 2012 e 2014.

Nesse período, Dino publicou em seu perfil no Twitter uma série de críticas à confiabilidade das urnas eletrônicas. O ministro — que então era deputado federal e posteriormente assumiu a presidência da Embratur — chegou a afirmar, em 2013, que viu “comprovação científica de que as urnas eletrônicas são extremamente inseguras e suscetíveis a fraudes”.

A ação foi movida por mais de 30 parlamentares bolsonaristas incluindo os deputados do PL Eduardo Bolsonaro (SP), Bia Kicis (DF) e Nikolas Ferreira (MG). As urnas foram alvos frequentes ao longo do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi recentemente condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a oito anos de inelegibilidade por ter realizado uma reunião com embaixadores e diplomatas estrangeiros em que apresentou críticas sobre os aparelhos e colocou em dúvida a lisura do processo eleitoral.

Na decisão, Barroso diz que não é competência do STF pedir explicações de uma fala que configuraria crime de natureza cível e que não há, na petição inicial protocolada pelos deputados na última segunda (10/7), qualquer menção de dúvida sobre as falas de Dino.

“O pedido de explicações em juízo acha-se instrumentalmente vinculado à necessidade de esclarecer situações, frases ou expressões, escritas ou verbais, caracterizadas por sua dubiedade, equivocidade ou ambiguidade”, diz Barroso na decisão, que foi enviada para manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Dino – que não havia comentado o ressurgimento de suas falas antigas com ataques ao sistema eleitoral – comemorou a decisão.

“Hoje mais uma ação judicial proposta contra mim pela extrema-direita foi arquivada. São diversos indeferimentos de ações delirantes, até para eu ser preso. Enquanto isso, sigo fazendo meu trabalho, com base na Constituição e nas leis, com a consciência tranquila e muita fé”, comentou.

Para Barroso, as publicações do ministro não configuram crime porque não houve ofensa aos parlamentares que assinaram o pedido de investigação. Além disso, a matéria estaria relacionada a questões de direito civil, fora do escopo do Supremo, que analisa apenas ações contra autoridades que tenham foro privilegiado. Pelas redes sociais, Flávio Dino chamou a ação de “delirante” e celebrou o arquivamento do processo, sem citar Barroso ou os nomes dos autores do pedido.

Senadores sugerem impeachment de Barroso após fala em ato da Une

Senadores da oposição sugeriram o impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), por declarações no Congresso da União Nacional dos Estudantes.

Em meio a vaias de um grupo contrário à presença dele, Barroso declarou que a democracia que derrotou o Bolsonarismo permite opiniões divergentes.

“Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, citou.

O senador Hamilton Mourão, do Republicanos do Rio Grande do Sul, ex-vice-presidente da República, criticou a manifestação do magistrado.

“Quando a gente vê um ministro da Suprema Corte declarar ostensivamente que nós vencemos o bolsonarismo … tem justiça nesse país? Não tem! E nós aqui, nós parlamentares, temos o dever de enfrentar isso”, declarou.

Ao citar telefonemas de senadores para que se posicionasse, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou o respeito ao ministro do STF, mas declarou que as manifestações foram inoportunas.

“Mas, de fato, devo registrar que tão inadequado quanto o ataque já sofrido pelo ministro do Luís Roberto Barroso, a quem aqui manifesto meu profundo respeito, também evidentemente foi muito inadequada, inoportuna, infeliz a frase, a fala do ministro Barroso no evento da UNE em relação a um segmento político, uma ala política a qual eu não pertenço, mas, que é uma ala política. A arena política se resolve com as manifestações políticas e com a ação poltica dos sujeitos políticos”, destacou.

Rodrigo Pacheco disse esperar uma retratação por Luís Roberto Barroso. O presidente do Senado destacou que vai analisar com independência qualquer pedido de impeachment contra o ministro. De acordo com nota do STF, as palavras ditas pelo ministro Barroso “se referiam ao voto popular e não à atuação de qualquer instituição”.