
Em entrevista coletiva virtual na manhã desta quarta-feira (15), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), anunciou novas medidas restritivas para conter os números no estado do novo coronavírus. Entre as medidas, destaque para a decisão sobre supermercados que terão que trabalhar com apenas metade de sua capacidade e consumidores só poderão entrar nos estabelecimentos de máscara.
“Há um estudo cientifico que os supermercados são locais de grande propagação. Estamos vendo as pessoas usando o supermercado como se fosse um substituto de um shopping center. Não é! O supermercado está aberto porque é um serviço essencial”, disse Flávio Dino.
De acordo com o decreto publicado pelo Governo do Estado do Maranhão os supermercados, mercados, quitandas e congêneres deverão limitar o ingresso de pessoas a metade de sua habitual capacidade física. Além disso, os estabelecimentos deverão “cuidar para que apenas uma pessoa, por família ingresse, ao mesmo tempo em seu interior, ressalvados casos de pessoas que precisem de auxílio”.
O decreto determina também que a entrada de consumidores só será permitida usando máscaras e após higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel. Os estabelecimentos deverão ainda reduzir pela metade o uso de carrinhos, cestas e as vagas a serem ocupadas nos estacionamentos.

Um esforço pessoal do secretário de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo garantiu a compra de 187 respiradores para o Maranhão. 107 deles chegaram na noite desta terça-feira (14), em São Luís e foram recebidos pelo próprio secretário.
Todos os processos foram feitos pessoalmente por Simplício, desde os contatos com os grandes empresários até mesmo as compras, nas madrugadas, com a China. Além de organizar toda a operação que trouxe os equipamentos até o Maranhão.
Além dos respiradores, as empresas também doaram álcool 70, máscaras, termometros, equipamentos que vão ajudar o Maranhão no combate a Covid-19.
Simplício liderou junto aos empresários as doações, e segundo ele, o valor estimado estima é de mais de R$ 10 milhões de reais.


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou que ampliou a realização de testes para o novo coronavírus (Covid-19) em São Luís para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Vinhais, Itaqui-Bacanga, Cidade Operária e Araçagy. Os locais podem ser procurados por pessoas que apresentarem sintomas da Covid-19.
De acordo com a SES, os atendimentos serão realizados em tendas que foram colocadas na área externa das unidades. Caso o paciente tenha sintomas leves e um quadro de síndrome gripal, ele recebe um atestado de 14 dias e a orientação para o isolamento domiciliar.
Se os sintomas se agravarem, ele deve retornar à unidade. Em seguida, ele pode ser encaminhado para o Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), Hospital de Cuidados Intensivos (HCI), Hospital da Mulher (HM) e Hospital Universitário Presidente Dutra (HUUFMA), que estão recebendo pacientes que testaram positivo para Covid-19.
Para a população no interior do estado, os hospitais regionais continuam realizando a coleta para os exames. Segundo o secretário de Saúde, Carlos Lula, a mudança foi realizada por conta do cenário atual do coronavírus no estado. Até o momento, o Maranhão tem 32 mortes e 478 casos de Covid-19.
Antes, os testes para identificar Covid-19 estavam sendo realizados somente no Centro de Testagem da Policlínica Diamante, no Centro e na Beira-Mar, que passou a atender com exclusividade, profissionais da saúde e da segurança pública do estado. Para receber atendimento, o servidor precisa levar o RG e o contracheque.
Um mapeamento feito por pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ), mostrou os índices de risco que os trabalhadores brasileiros têm de serem contaminados pela COVID-19 durante suas atividades profissionais.
Os trabalhadores que correm mais riscos de contágio são, evidentemente, os da área de saúde. Porém, o que chama a atenção é que os técnicos em saúde bucal lideram esse ranking de risco com 100% de chances de contágio, devido à proximidade física e Ao ambiente de atendimento.
Depois dos técnicos em saúde bucal, os atendentes em enfermagem vêm logo em seguida, com 97,3% de chances de contágio. Na sequência, com 97% de risco, aparecem os médicos ginecologistas e obstetras.
Ainda sobre os profissionais da área de saúde, que correspondem a 99% das profissões dentre as 100 mais perigosas para o contágio da COVID-19, depois dos ginecologistas e obstetras, aparecem os médicos clínicos, os médicos de família e comunidades, os generalistas e os médicos geriatras, todos com 95,7% de chance de contágio.
Saindo da área da saúde, os profissionais que correm mais riscos são os comissários de voo, que têm 90% de chance de serem contaminados pelo coronavírus.
Depois deles, estão os condutores de ambulância, com 84,7% de chances de contágio, seguidos dos agentes penitenciários com 83,7%.
Outras profissões
Os cabeleireiros e maquiadores têm 73% de chances de serem contaminados. Vale ressaltar que, por mais que os salões, em sua maioria, estejam fechados, muitos destes profissionais estão atendendo a domicílio e a proximidade e o contato com os clientes são inevitáveis.
Já os motoristas de ônibus urbano e rodoviário possuem 70% de riscos. Para este tipo de profissional, o risco é menor quando não há a necessidade de compra dos bilhetes direto com o motorista – que corresponde à maioria dos casos nesse tipo de transporte.
Os ciclistas mensageiros, que englobam todos os profissionais que fazem entrega de bens e serviços de bicicleta, sejam dos correios, Ifood e etc., também têm 70% de chances de contágio, mesmo índice de risco para os pilotos de aeronaves.
Caixas de banco têm 69,7%, operadores de caixa de supermercados têm 66,3%. Já os operadores de trem e metrô aparecem com 65,7% de riscos.
Os jornalistas, que estão dentre as profissões essenciais e que, portanto, seguem atuando diariamente, têm 52% de chances de contágio.
Profissões com menor risco
Operador de motosserra, com apenas 18% de riscos de contágio; escritores, com 19,3%, e artistas visuais, com 20%, estão menos expostos a riscos.
Em geral, os profissionais do setor de agropecuária e pesca, artes, entretenimento e mídia e ciências, engenharia e computação são os que correm os menores riscos de contágio em suas atividades profissionais.
Metodologia do estudo
Este mapeamento foi liderado pelo pesquisador Yuri Lima, do Laboratório do Futuro da COPPE, que é coordenado pelo professor Jano Moreira de Souza.
O mapeamento acima detalhado corresponde a 2.539 ocupações abrangendo todo o país. Ele foi dividido em 13 grupos ocupacionais, desde profissionais da agropecuária e pesca aos do setor de transportes.
A metodologia usada foi a mesma utilizada pelo The New York Times, nos EUA, que teve por base os dados sobre emprego mantidas pelo Departamento do Trabalho norte-americano e adaptados aos dados que o governo brasileiro disponibiliza.
“Fiz uma adequação à realidade brasileira, usando como base a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho, e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério da Economia”, explica Yuri Lima.
A Região Metropolitana de São Luís possui mais de 90% dos casos no novo coronavírus no Maranhão, segundo dados da Secretaria de Saúde divulgados na noite desse domingo (12). Até o momento desta publicação, o Maranhão já registrou 445 casos do novo coronavírus, com 27 mortes contabilizadas.
A SES disponibilizou a lista de bairros que já possuem registros da doença, com destaque para a região nobre da cidade. Alguns casos, no entanto, podem não estar listados devido a não informação do endereço por unidade privada. Por isso, a lista abaixo revela a localização de 72% dos casos de infecção na capital. Veja a lista por ordem de número de casos:

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) anunciou em suas redes sociais, neste domingo (12), a prorrogação, até o dia 20 deste mês, da suspensão do funcionamento dos órgãos municipais que não atuam na prestação de serviços essenciais à população.
A medida segue as orientações das autoridades de saúde para manter o distanciamento social como forma de controle do avanço do novo coronavírus (Covid-19) entre a população.
Em sua postagem, Edivaldo reiterou que está constantemente reavaliando as medidas de prevenção e combate à doença, podendo alterá-las a qualquer momento, se houver necessidade.
Para o atendimento pelos serviços não essenciais foram disponibilizadas plataformas como call center, e-mails, além do portal da Prefeitura. Todos os serviços essenciais seguirão sendo executados sem prejuízos à população, como o atendimento em saúde, limpeza urbana, disciplinamento do trânsito, assistência social, Defesa Civil entre outros.
A medida reforça outras ações já em execução em São Luís como a reestruturação do Hospital da Mulher, que é a unidade de referência na rede municipal para atendimento aos pacientes com Covid-19.
Além disso, Edivaldo tem tomado também medidas de apoio à população menos favorecida economicamente que, neste momento de pandemia, perde ainda mais renda. Os estudantes da rede de ensino receberão cestas alimentares a partir desta semana.

A auxiliar de enfermagem Maria Madalena Barbosa Souza, de 61 anos, morreu na madrugada deste domingo (12) por conta de complicações causadas pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação foi confirmada por meio de uma nota da Junta Interventora do Cofen divulgada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).
De acordo com o Coren, Maria Madalena Barbosa deu entrada no Hospital Carlos Macieira, após o agravamento do seu quadro de saúde. Ela precisou ser entubada e acabou não resistindo à doença. A paciente tinha um quadro de comorbidades.
Maria Madalena trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais e no Hospital Municipal Djalma Marques em São Luís. Ela estava afastada desde o dia 20 de março do trabalho após apresentar sintomas da Covid-19. A auxiliar chegou ser levada para a UPA do Vinhais e para o Hospital de Cuidados Intensivos (UCI), que estão recebendo pacientes com novo coronavírus.

Junto com profissionais da saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais, Maria Madalena participou da campanha ‘Fique em casa’, que tenta conscientizar a população sobre a importância do isolamento social por conta da pandemia de Covid-19.
Em uma foto divulgada nas redes sociais, Maria Madalena aparece segurando junto com os colegas em um mosaico de palavras que completam a frase ‘Nós estamos aqui por vocês, fiquem em casa por nós’.

Inicialmente, 190 internos de três unidades prisionais do Complexo Penitenciário São Luís, localizado no bairro Pedrinhas, começaram a produção de um milhão de máscaras de proteção em TNT. A meta é que, por dia, sejam produzidas 20 mil máscaras de proteção que irão atender as necessidades do Poder Executivo, conforme orientação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).
A confecção, que se organiza entre corte, costura e acabamento, faz parte das ações do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com foco na prevenção ao novo coronavírus, causador da doença Covid-19.
Estão na linha de frente de produção das máscaras os internos das Unidades Prisionais de Ressocialização São Luís (UPSL) 1, 5 e da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís. Todos os custodiados inseridos na confecção das máscaras são devidamente capacitados, o que dinamiza e agiliza a confecção dos objetos.
A gestão prisional já possuía estrutura fabril voltada à produção dos uniformes escolares da rede estadual de ensino, prevista para ter início no mês de março deste ano. No entanto, com o avanço da pandemia e a falta, principalmente, de máscaras no mercado, a Secretaria de Administração Penitenciária adequou a estrutura para produzir as máscaras de proteção.
Os presos envolvidos na produção, além da remição de pena, que a cada três dias de trabalho reduzem um dia no sistema prisional, são remunerados com ¾ do salário mínimo pelo trabalho realizado.
O método produtivo preza pela higiene e qualidade, sendo obrigatória a utilização de itens de proteção individual pelos presos. Quanto à matéria-prima, os custodiados utilizam TNT atóxico e hipoalergênico.
Além das máscaras, a Seap está adequando um local com 158 máquinas para produzir jalecos, toucas, sapatilhas descartáveis de proteção e protetor facial (face shield).
Tem crescido em São Luís, o número de profissionais de saúde que estão sendo afastados de suas funções por contágio ou suspeita do novo coronavírus. A informação é confirmada pelo Conselho Regional de Enfermagem, que destaca a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como um dos principais motivos para os contágios.
Com medo de retaliações, os médicos e outros profissionais enviam as denúncias aos sindicatos, que já contabilizam diversos relatos desde o início da pandemia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA), por exemplo, recebeu 29 denúncias de profissionais relatando a ausência desses equipamentos.
As ocorrências referem-se a falta de EPI’s nas em unidades de saúde de São Luís e também do interior do estado. Entre as principais denúncias está a falta de máscaras N95, toucas, aventais e álcool em gel.
Em meio ao temor de contagio dos profissionais de saúde, um dos que mais sentem na pele o risco de ser infectado pelo coronavírus, são os técnicos de enfermagem.

O temor dos profissionais aumentou nesta semana após a morte de um homem de 47 anos, que era funcionário do Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I. Ele morreu na madrugada desta terça-feira (7). A suspeita é de que ele teria sido infectado pelo vírus no hospital onde trabalhava, segundo os familiares.
A vítima teria recebido um atestado de 15 dias e foi afastado do serviço. Ele chegou a ser internado em um hospital da capital no dia 29 de março, após ter apresentado sintomas mais graves de gripe. Diante disso, foi recomendado que a família também ficasse em isolamento domiciliar. Mesmo sendo hipertenso e diabético, fazendo portanto parte do grupo de risco, o profissional continuava trabalhando normalmente no Socorrão I.
Denuncia
É fato que neste momento de enfrentamento da COVID 19, o maior grupo de risco são os profissionais de saúde, mas isso pode ficar ainda pior, é o que relata uma funcionária do Hospital Guarás, em São Luís, ao denunciar que técnicos de enfermagem estão sendo submetidos a situações de extremo risco, no tocante ao risco de contaminação.
A funcionaria, que preferiu manter sua identidade em sigilo, por medo de represálias, afirma que no referido hospital, os profissionais do setor de enfermagem, estão sendo obrigados a permanecer confinados por um período de 12h – duração de um plantão – junto de pacientes que estão com suspeita de COVID 19. “Neste ambiente de confinamento junto com pessoas suspeitas de contaminação, nós temos que fazer nossas refeições, não há repouso em local distinto assim como existe para os médicos”
A denunciante vai mais além e dia que até mesmo os capotes fornecidos são de TNT, e não impermeáveis, como recomenda o Ministério da Saúde. “Nós dividimos o mesmo banheiro, e temos de trocar as nossas roupas neste ambiente, ou seja, somos expostos de forma exagerada ao risco de contaminação”, relata a funcionária.
Para a denunciante, o problema é muito grave, pois segundo ela, também há falta de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) adequados e na quantidade certa para os funcionários. Ela ainda afirma que a máscara tipo N95, é entregue ao funcionário para que ele utilize por 15 dias, sendo que o mesmo precisa levar para casa, e trazer no próximo plantão. “o risco que nós da área de saúde somos expostos é enorme, e com estes agravantes, aumenta muito mais o risco de sermos contaminados. Muitos de nós tem família, crianças, idosos, e sendo expostos dessa forma, nós podemos estar sendo contaminados e levando a contaminação para dentro de nossas casas”, lamentou.
Medo
É uma tragédia que vem se repetindo nos vários países onde o vírus se espalhou. Vimos esses relatos na China, na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos. Agora, com a curva epidêmica do coronavírus se acentuando, esse drama bate na porta dos profissionais maranhenses.

Profissionais da enfermagem estão em com medo. Denunciam falta de material mais específico para lidar com os pacientes com o coronavírus – que possuem uma carga viral até mil vezes maior que um paciente com H1N1, por exemplo. Há quem pense em abandonar a profissão.
A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que ajudem a proteger os profissionais é a principal queixa. E não se trata apenas de máscaras e luvas. Capote impermeável, óculos, protetor facial, sapato fechado impermeável e lavável, dizem os técnicos ouvidos pela reportagem, só são vistos nos hospitais quando são adquiridos pelos próprios profissionais.
À flor da pele
Uma técnica de enfermagem da rede estadual, que não quis se identificar, alertou para o alto grau de estresse em que se encontram os profissionais. “Estamos com o emocional à flor da pele. Muitos estão adoecendo psicologicamente também. Minha família está em pânico. Saímos para trabalhar e não sabemos se voltaremos. Fico com medo também de infectar minha família. É uma angústia enorme, e não só sou eu, falo por todos os meus colegas”, diz.
Com alto risco e na linha de frente
“Quando alguém morre, se solta uma nota depois e se justifica: “ah, mas a paciente que faleceu tinha comorbidades, era diabética, era hipertensa”. Elas sempre tiveram (doenças crônicas)! E trabalharam na emergência e se dedicaram e cuidaram de pessoas. O que revolta é a falta de EPIs adequados. Quantas de nós iremos ser vítimas disso?”, reclamou uma outra técnica em um desabafo que circulou pelas redes sociais.
A situação se repete em parte da rede privada. “O profissional técnico de enfermagem raramente trabalha em um local só. Ele tem dois, três empregos. A contaminação que ele pega no estado, leva para o privado”, é o que revela uma técnica que trabalha em dois hospitais de São Luís.
Nota do Conselho Regional de Enfermagem
Em nora enviada à reportagem pela assessoria de imprensa do COREN (Conselho Regional de Enfermagem – MA), Antônia Cristiane Souza Padilha, conselheira regional e secretária da Junta Interventora do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA), afirmou que “aos profissionais que participarão de atendimento de casos suspeitos, deve ser ofertado treinamento adequado sobre técnicas de precaução padrão. Eles devem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI). É importante que estar disponível álcool gel 70% para higienização das mãos, além de água e sabão. Deve-se também ser observada a limpeza com frequência das superfícies, equipamentos, estações de trabalho e áreas de contato coletivo”, finalizou.

A Convenção Estadual das Igrejas Assembleias de Deus do Maranhão (CEADEMA) divulgou comunicado, assinado pelo presidente da entidade, Pedro Aldi Damasceno, que orienta pastores presidentes de congregações a retomarem de forma gradativa a rotina de celebrações nos templos em todo o estado.
O documento reconhece a proliferação da Covid-19 como um problema mundial, declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a situação de calamidade pública oficializada no Maranhão por meio do decreto nº 35.672/2020, do Governo do Estado.
Apesar disso, o colegiado toma por base o decreto presidencial nº 10.292/2020 que incluiu no rol de atividades essenciais durante a crise de saúde pública, as organizações religiosas de qualquer natureza, e orienta pastores e membros a retornarem à rotina das igrejas.
A entidade reforça ter orientado anteriormente a suspensão dos cultos por um período de 15 dias, como medida preventiva contra o coronavírus, prazo esse já concluído.
“A CEADEMA, prezando sempre pelo equilíbrio e prudência, vem por meio deste, recomendar a todas as Assembleias de Deus no Maranhão as seguintes orientações: 1- Com o decurso do prazo da recomendação anterior, ficará a critério de cada pastor presidente de campo a definição quanto ao dia de retorno às atividades dos cultos, o que deverá ocorrer de forma progressiva e gradual, observando as orientações legais das autoridades e dos órgãos de saúde pública, bem como as particularidades de cada local”, destaca trecho do comunicado.
Diálogo
A CEADEMA também orienta pastores e a buscarem diálogo com autoridades locais e com os órgãos de saúde pública, antes de recomeçarem os cultos.
“2- Que antes de recomeçar as atividades de cultos nos templos, o pastor deve buscar diálogo e entendimento com as autoridades locais, com os órgãos de saúde pública, ministério público e executivo municipal, acerca da legislação e medidas ao enfrentamento do COVID-19 em sua localidade”, destaca.
A entidade também prega cautela e medidas preventivas de higiene dentro dos templos.
“3- Quando retornarem aos cultos, os irmãos não devem ignorar certos cuidados como: higienizar frequentemente as mãos; evitar cumprimentos com aperto de mãos, abraços, e beijos; se estiver com sintomas de gripe recomendamos que cultuem a Deus em seus lares até que se recuperem dos sintomas. E se fizer parte do grupo de risco, observar os critérios postos pelas secretarias de saúde. Seguindo a instrução de profissionais da saúde e somando forças no combate ao avanço do coronavírus, orientamos que quando retornarem as atividades de culto no templo, evitem aglomerações, por isso recomendamos que em cada templo seja observada a distância mínima de segurança de um irmão para o outro a cada 2m”, enfatiza.
Apesar de orientar a retomada dos cultos nas igrejas, a convenção da Assembleia de Deus afirma que a responsabilidade pela efetivação de medidas de prevenção é exclusiva do pastor.
“5- É de inteira responsabilidade dos pastores presidentes de cada campo a efetivação das medidas preventivas no enfrentamento ao COVID-19 no âmbito da sua igreja, podendo os mesmos responderem judicialmente pelo descumprimento das mesmas”.