A Região Metropolitana de São Luís possui mais de 90% dos casos no novo coronavírus no Maranhão, segundo dados da Secretaria de Saúde divulgados na noite desse domingo (12). Até o momento desta publicação, o Maranhão já registrou 445 casos do novo coronavírus, com 27 mortes contabilizadas.
A SES disponibilizou a lista de bairros que já possuem registros da doença, com destaque para a região nobre da cidade. Alguns casos, no entanto, podem não estar listados devido a não informação do endereço por unidade privada. Por isso, a lista abaixo revela a localização de 72% dos casos de infecção na capital. Veja a lista por ordem de número de casos:

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) anunciou em suas redes sociais, neste domingo (12), a prorrogação, até o dia 20 deste mês, da suspensão do funcionamento dos órgãos municipais que não atuam na prestação de serviços essenciais à população.
A medida segue as orientações das autoridades de saúde para manter o distanciamento social como forma de controle do avanço do novo coronavírus (Covid-19) entre a população.
Em sua postagem, Edivaldo reiterou que está constantemente reavaliando as medidas de prevenção e combate à doença, podendo alterá-las a qualquer momento, se houver necessidade.
Para o atendimento pelos serviços não essenciais foram disponibilizadas plataformas como call center, e-mails, além do portal da Prefeitura. Todos os serviços essenciais seguirão sendo executados sem prejuízos à população, como o atendimento em saúde, limpeza urbana, disciplinamento do trânsito, assistência social, Defesa Civil entre outros.
A medida reforça outras ações já em execução em São Luís como a reestruturação do Hospital da Mulher, que é a unidade de referência na rede municipal para atendimento aos pacientes com Covid-19.
Além disso, Edivaldo tem tomado também medidas de apoio à população menos favorecida economicamente que, neste momento de pandemia, perde ainda mais renda. Os estudantes da rede de ensino receberão cestas alimentares a partir desta semana.

A auxiliar de enfermagem Maria Madalena Barbosa Souza, de 61 anos, morreu na madrugada deste domingo (12) por conta de complicações causadas pelo novo coronavírus (Covid-19). A informação foi confirmada por meio de uma nota da Junta Interventora do Cofen divulgada pelo Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).
De acordo com o Coren, Maria Madalena Barbosa deu entrada no Hospital Carlos Macieira, após o agravamento do seu quadro de saúde. Ela precisou ser entubada e acabou não resistindo à doença. A paciente tinha um quadro de comorbidades.
Maria Madalena trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais e no Hospital Municipal Djalma Marques em São Luís. Ela estava afastada desde o dia 20 de março do trabalho após apresentar sintomas da Covid-19. A auxiliar chegou ser levada para a UPA do Vinhais e para o Hospital de Cuidados Intensivos (UCI), que estão recebendo pacientes com novo coronavírus.

Junto com profissionais da saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vinhais, Maria Madalena participou da campanha ‘Fique em casa’, que tenta conscientizar a população sobre a importância do isolamento social por conta da pandemia de Covid-19.
Em uma foto divulgada nas redes sociais, Maria Madalena aparece segurando junto com os colegas em um mosaico de palavras que completam a frase ‘Nós estamos aqui por vocês, fiquem em casa por nós’.

Inicialmente, 190 internos de três unidades prisionais do Complexo Penitenciário São Luís, localizado no bairro Pedrinhas, começaram a produção de um milhão de máscaras de proteção em TNT. A meta é que, por dia, sejam produzidas 20 mil máscaras de proteção que irão atender as necessidades do Poder Executivo, conforme orientação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).
A confecção, que se organiza entre corte, costura e acabamento, faz parte das ações do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), com foco na prevenção ao novo coronavírus, causador da doença Covid-19.
Estão na linha de frente de produção das máscaras os internos das Unidades Prisionais de Ressocialização São Luís (UPSL) 1, 5 e da Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís. Todos os custodiados inseridos na confecção das máscaras são devidamente capacitados, o que dinamiza e agiliza a confecção dos objetos.
A gestão prisional já possuía estrutura fabril voltada à produção dos uniformes escolares da rede estadual de ensino, prevista para ter início no mês de março deste ano. No entanto, com o avanço da pandemia e a falta, principalmente, de máscaras no mercado, a Secretaria de Administração Penitenciária adequou a estrutura para produzir as máscaras de proteção.
Os presos envolvidos na produção, além da remição de pena, que a cada três dias de trabalho reduzem um dia no sistema prisional, são remunerados com ¾ do salário mínimo pelo trabalho realizado.
O método produtivo preza pela higiene e qualidade, sendo obrigatória a utilização de itens de proteção individual pelos presos. Quanto à matéria-prima, os custodiados utilizam TNT atóxico e hipoalergênico.
Além das máscaras, a Seap está adequando um local com 158 máquinas para produzir jalecos, toucas, sapatilhas descartáveis de proteção e protetor facial (face shield).
Tem crescido em São Luís, o número de profissionais de saúde que estão sendo afastados de suas funções por contágio ou suspeita do novo coronavírus. A informação é confirmada pelo Conselho Regional de Enfermagem, que destaca a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) como um dos principais motivos para os contágios.
Com medo de retaliações, os médicos e outros profissionais enviam as denúncias aos sindicatos, que já contabilizam diversos relatos desde o início da pandemia.
O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA), por exemplo, recebeu 29 denúncias de profissionais relatando a ausência desses equipamentos.
As ocorrências referem-se a falta de EPI’s nas em unidades de saúde de São Luís e também do interior do estado. Entre as principais denúncias está a falta de máscaras N95, toucas, aventais e álcool em gel.
Em meio ao temor de contagio dos profissionais de saúde, um dos que mais sentem na pele o risco de ser infectado pelo coronavírus, são os técnicos de enfermagem.

O temor dos profissionais aumentou nesta semana após a morte de um homem de 47 anos, que era funcionário do Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I. Ele morreu na madrugada desta terça-feira (7). A suspeita é de que ele teria sido infectado pelo vírus no hospital onde trabalhava, segundo os familiares.
A vítima teria recebido um atestado de 15 dias e foi afastado do serviço. Ele chegou a ser internado em um hospital da capital no dia 29 de março, após ter apresentado sintomas mais graves de gripe. Diante disso, foi recomendado que a família também ficasse em isolamento domiciliar. Mesmo sendo hipertenso e diabético, fazendo portanto parte do grupo de risco, o profissional continuava trabalhando normalmente no Socorrão I.
Denuncia
É fato que neste momento de enfrentamento da COVID 19, o maior grupo de risco são os profissionais de saúde, mas isso pode ficar ainda pior, é o que relata uma funcionária do Hospital Guarás, em São Luís, ao denunciar que técnicos de enfermagem estão sendo submetidos a situações de extremo risco, no tocante ao risco de contaminação.
A funcionaria, que preferiu manter sua identidade em sigilo, por medo de represálias, afirma que no referido hospital, os profissionais do setor de enfermagem, estão sendo obrigados a permanecer confinados por um período de 12h – duração de um plantão – junto de pacientes que estão com suspeita de COVID 19. “Neste ambiente de confinamento junto com pessoas suspeitas de contaminação, nós temos que fazer nossas refeições, não há repouso em local distinto assim como existe para os médicos”
A denunciante vai mais além e dia que até mesmo os capotes fornecidos são de TNT, e não impermeáveis, como recomenda o Ministério da Saúde. “Nós dividimos o mesmo banheiro, e temos de trocar as nossas roupas neste ambiente, ou seja, somos expostos de forma exagerada ao risco de contaminação”, relata a funcionária.
Para a denunciante, o problema é muito grave, pois segundo ela, também há falta de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) adequados e na quantidade certa para os funcionários. Ela ainda afirma que a máscara tipo N95, é entregue ao funcionário para que ele utilize por 15 dias, sendo que o mesmo precisa levar para casa, e trazer no próximo plantão. “o risco que nós da área de saúde somos expostos é enorme, e com estes agravantes, aumenta muito mais o risco de sermos contaminados. Muitos de nós tem família, crianças, idosos, e sendo expostos dessa forma, nós podemos estar sendo contaminados e levando a contaminação para dentro de nossas casas”, lamentou.
Medo
É uma tragédia que vem se repetindo nos vários países onde o vírus se espalhou. Vimos esses relatos na China, na Itália, na Espanha, nos Estados Unidos. Agora, com a curva epidêmica do coronavírus se acentuando, esse drama bate na porta dos profissionais maranhenses.

Profissionais da enfermagem estão em com medo. Denunciam falta de material mais específico para lidar com os pacientes com o coronavírus – que possuem uma carga viral até mil vezes maior que um paciente com H1N1, por exemplo. Há quem pense em abandonar a profissão.
A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que ajudem a proteger os profissionais é a principal queixa. E não se trata apenas de máscaras e luvas. Capote impermeável, óculos, protetor facial, sapato fechado impermeável e lavável, dizem os técnicos ouvidos pela reportagem, só são vistos nos hospitais quando são adquiridos pelos próprios profissionais.
À flor da pele
Uma técnica de enfermagem da rede estadual, que não quis se identificar, alertou para o alto grau de estresse em que se encontram os profissionais. “Estamos com o emocional à flor da pele. Muitos estão adoecendo psicologicamente também. Minha família está em pânico. Saímos para trabalhar e não sabemos se voltaremos. Fico com medo também de infectar minha família. É uma angústia enorme, e não só sou eu, falo por todos os meus colegas”, diz.
Com alto risco e na linha de frente
“Quando alguém morre, se solta uma nota depois e se justifica: “ah, mas a paciente que faleceu tinha comorbidades, era diabética, era hipertensa”. Elas sempre tiveram (doenças crônicas)! E trabalharam na emergência e se dedicaram e cuidaram de pessoas. O que revolta é a falta de EPIs adequados. Quantas de nós iremos ser vítimas disso?”, reclamou uma outra técnica em um desabafo que circulou pelas redes sociais.
A situação se repete em parte da rede privada. “O profissional técnico de enfermagem raramente trabalha em um local só. Ele tem dois, três empregos. A contaminação que ele pega no estado, leva para o privado”, é o que revela uma técnica que trabalha em dois hospitais de São Luís.
Nota do Conselho Regional de Enfermagem
Em nora enviada à reportagem pela assessoria de imprensa do COREN (Conselho Regional de Enfermagem – MA), Antônia Cristiane Souza Padilha, conselheira regional e secretária da Junta Interventora do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) no Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA), afirmou que “aos profissionais que participarão de atendimento de casos suspeitos, deve ser ofertado treinamento adequado sobre técnicas de precaução padrão. Eles devem utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI). É importante que estar disponível álcool gel 70% para higienização das mãos, além de água e sabão. Deve-se também ser observada a limpeza com frequência das superfícies, equipamentos, estações de trabalho e áreas de contato coletivo”, finalizou.

A Convenção Estadual das Igrejas Assembleias de Deus do Maranhão (CEADEMA) divulgou comunicado, assinado pelo presidente da entidade, Pedro Aldi Damasceno, que orienta pastores presidentes de congregações a retomarem de forma gradativa a rotina de celebrações nos templos em todo o estado.
O documento reconhece a proliferação da Covid-19 como um problema mundial, declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a situação de calamidade pública oficializada no Maranhão por meio do decreto nº 35.672/2020, do Governo do Estado.
Apesar disso, o colegiado toma por base o decreto presidencial nº 10.292/2020 que incluiu no rol de atividades essenciais durante a crise de saúde pública, as organizações religiosas de qualquer natureza, e orienta pastores e membros a retornarem à rotina das igrejas.
A entidade reforça ter orientado anteriormente a suspensão dos cultos por um período de 15 dias, como medida preventiva contra o coronavírus, prazo esse já concluído.
“A CEADEMA, prezando sempre pelo equilíbrio e prudência, vem por meio deste, recomendar a todas as Assembleias de Deus no Maranhão as seguintes orientações: 1- Com o decurso do prazo da recomendação anterior, ficará a critério de cada pastor presidente de campo a definição quanto ao dia de retorno às atividades dos cultos, o que deverá ocorrer de forma progressiva e gradual, observando as orientações legais das autoridades e dos órgãos de saúde pública, bem como as particularidades de cada local”, destaca trecho do comunicado.
Diálogo
A CEADEMA também orienta pastores e a buscarem diálogo com autoridades locais e com os órgãos de saúde pública, antes de recomeçarem os cultos.
“2- Que antes de recomeçar as atividades de cultos nos templos, o pastor deve buscar diálogo e entendimento com as autoridades locais, com os órgãos de saúde pública, ministério público e executivo municipal, acerca da legislação e medidas ao enfrentamento do COVID-19 em sua localidade”, destaca.
A entidade também prega cautela e medidas preventivas de higiene dentro dos templos.
“3- Quando retornarem aos cultos, os irmãos não devem ignorar certos cuidados como: higienizar frequentemente as mãos; evitar cumprimentos com aperto de mãos, abraços, e beijos; se estiver com sintomas de gripe recomendamos que cultuem a Deus em seus lares até que se recuperem dos sintomas. E se fizer parte do grupo de risco, observar os critérios postos pelas secretarias de saúde. Seguindo a instrução de profissionais da saúde e somando forças no combate ao avanço do coronavírus, orientamos que quando retornarem as atividades de culto no templo, evitem aglomerações, por isso recomendamos que em cada templo seja observada a distância mínima de segurança de um irmão para o outro a cada 2m”, enfatiza.
Apesar de orientar a retomada dos cultos nas igrejas, a convenção da Assembleia de Deus afirma que a responsabilidade pela efetivação de medidas de prevenção é exclusiva do pastor.
“5- É de inteira responsabilidade dos pastores presidentes de cada campo a efetivação das medidas preventivas no enfrentamento ao COVID-19 no âmbito da sua igreja, podendo os mesmos responderem judicialmente pelo descumprimento das mesmas”.

O Governo do Maranhão prorrogou por mais uma semana a suspensão das atividades comerciais e serviços não essenciais nos municípios da Grande São Luís — que inclui São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa —, em virtude das medidas preventivas contra a propagação do novo coronavírus no estado. O último boletim aponta que são 293 o número de casos da doença no Maranhão, segundo a Secretaria de Estado do Maranhão (SES).
Segundo o governador Flávio Dino, as determinações que serão impostas ao comércio das outras cidades maranhenses ainda estão em análise. “Estamos fazendo estudo em relação aos casos existentes em cada região, em cada município. Para que a gente possa, a partir daí, no próximo decreto que será editado, no sábado, definir as regras atinentes às outras regiões. Como tenho frisado, o nosso desejo é a retomada plena das atividades econômicas e profissionais e empresariais o mais rápido possível”, afirmou o governador.
As regras para evitar grandes aglomerações em filas de bancos serão acompanhadas pela fiscalização da vigilância epidemiológica estadual.
Até o momento, as medidas restritivas estaduais ainda não tinham atingido a rotina bancária, regulada pelo Banco Central. Mas decisão desta quarta-feira (8) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes definiu que estados e municípios têm autonomia para impor medidas de isolamento social.
“Queremos todas as agências bancárias abertas, porque consideramos que são serviços essenciais, porém é preciso que as instituições financeiras assumam as suas responsabilidades de organizar os serviços bancários, vamos prever regras acerca de filas e atendimento. Quero sublinhar a colaboração de todos os cidadãos”, ressaltou.
Por causa da evolução no número de casos, a proibição de funcionamento de diversos comércios e estabelecimentos no Maranhão foi mantida por tempo indeterminado, mas, segundo o Governo do Maranhão, será reavaliada semanalmente. A proibição de funcionamento afeta os seguintes segmentos:
Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.

O vereador de São Luís, Joãozinho Freitas (PTB), prevê que seu partido deverá crescer na Câmara de São Luís, nestas eleições. O vereador falou que a nominata de seu partido contem importantes nomes para a disputa, e com isso, deverá ter uma disputa igualitária, podendo surpreender nas urnas.
Joãozinho recordou as origens do PTB, enfatizando que o partido surgiu na busca das reformas sindicais e dos direitos dos trabalhadores. O vereador ainda ressaltou que o PTB possui representação ativa no trabalho comunitário e participa de movimentos diversificados e representativos de todas as categorias.
O vereador disse ainda, que reconhece o momento delicado e que as atenções estão voltadas para as medidas governamentais de combate e prevenção à pandemia do Covid 19. Ele diz que até mesmo por isso, a população vai precisar de representantes que tenham real compromisso, de trabalhar com foco na recuperação da saúde, economia e da qualidade de vida de todos. “Apesar de estarmos vivendo um momento crítico na saúde pública provocado pela pandemia que consequentemente tem se refletido na economia, neste dia venho respeitosamente parabenizar e agradecer, os representantes deste partido que tem como fundador nosso saudoso Getúlio Vargas e em São Luís nosso grande guerreiro Pedro Fernandes, hoje conduzido pelo jovem Deputado Federal Pedro Lucas Fernandes como Presidente do PTB Estadual e também líder do PTB na Câmara Federal dos Deputados, e agradecer também, o Presidente Municipal do PTB Paulo Casé Fernandes. Tenho muito orgulho em fazer parte deste partido que representa os trabalhadores, espero sempre contribuir para que o PTB se fortaleça para que possamos ajudar a construir um país mais digno. Pra Frente PTB”, finalizou Joãozinho Freitas.
São Luís é uma das 20 cidades brasileiras com o maior número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. A capital maranhense aparece em 12º lugar no ranking de gráficos que mostram o crescimento de casos de Covid-19 no país até o dia 4 de abril. Os dados são baseados no boletim da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES)
Até a última atualização da Secretaria de Saúde na terça-feira (7), São Luís é a cidade do Maranhão que possui o maior número de infectados por Covid-19, com 203 casos. Além disso, todos os 11 casos de óbito pela doença também foram registrados na capital maranhense.
Segundo o levantamento, São Luís é a quarta capital do nordeste com o maior número de casos da Covid-19, ficando atrás de Fortaleza, Salvador e Recife. Entre os bairros que concentram o maior número de pacientes infectados estão Renascença, Turu, Calhau, Ponta d’Areia e Bequimão.
Por conta do crescimento no número de casos, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) suspendeu o transporte rodoviário de entrada e saída da capital, para evitar a transmissão da doença para outros municípios maranhenses.
Pesquisadores alertam que o total de casos pode ser maior que o informado, por conta da quantidade insuficiente de testes e do gargalo na hora de examinar as amostras coletadas. Além disso, a recomendação do Ministério da Saúde é que apenas pacientes graves sejam testados.
De acordo com SES, o Maranhão possui 230 casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus em nove municípios maranhenses. A maior parte dos pacientes estão em São Luís e cidades da Região Metropolitana como São José de Ribamar e Paço do Lumiar (veja a lista completa abaixo).
Por causa da evolução no número de casos, a proibição de funcionamento de diversos comércios e estabelecimentos no Maranhão foi mantida por tempo indeterminado, mas, segundo o Governo do Maranhão, será reavaliada semanalmente. A proibição de funcionamento afeta os seguintes segmentos:
Ficar em casa é importante porque, segundo as autoridades de saúde, é a única maneira mais eficaz no momento para frear o aumento repentino no número de casos, o que poderia causar um colapso no sistema de saúde pela falta de leitos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Um colapso causaria a diminuição drástica da capacidade do sistema de saúde em cuidar dos pacientes, o que aumenta a chance de óbitos por Covid-19 e também por outras doenças.
Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.
O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) anunciou, por meio das suas redes sociais, que o Hospital da Mulher já está totalmente pronto para começar a receber pacientes de Covid-19. O hospital foi definido pelo pedetista como a unidade de referência na rede municipal para atendimento a pacientes com o novo coronavírus. A adaptação do perfil de atendimento do Hospital da Mulher faz parte das ações que Edivaldo vem tomando desde o início da pandemia para controlar o avanço da doença entre a população de São Luís.
A unidade tem 53 leitos, sendo 10 de UTIs e 43 clínicos, reservados exclusivamente para o tratamento da Covid-19, além de equipamentos como respiradores e desfibriladores, equipe médica multidisciplinar com clínicos gerais, intensivistas, infectologistas e outros, além de todos os EPIs e insumos necessários para prestar toda a assistência que os pacientes precisarem.
O pedetista garantiu ainda 20 leitos de retaguarda junto ao Hospital Universitário e já trabalha para disponibilizar mais 80 leitos nas unidades mistas da rede municipal, se houver necessidade.
Edivaldo tem estado atento ao avanço da doença entre a população de São Luís e adotado medidas que diminuam os seus efeitos sociais, de saúde e econômicos. Todas a ações são baseadas nas recomendações das autoridades médicas. Ele também tem reforçado em todos os seus pronunciamentos a importância do distanciamento social como medida para controlar a transmissão do vírus.