
Pesquisas acadêmicas realizadas com o objetivo de alcançar a melhoria da gestão de resíduos sólidos no Maranhão foram o tema abordado, na manhã desta segunda-feira (19), no programa “Sustentabilidade na Prática”, da Rádio Assembleia (96,9 FM).
Os geógrafos Roberto Victor Costa Batista e Daniele Rufino fizeram uma ampla explanação sobre o uso de geotecnologias para mapeamento de resíduos em São Luís e sobre a dinâmica dos catadores de materiais recicláveis em municípios da Baixada Maranhense.
Durante o programa, apresentado pela radialista Maria Regina Telles, os dois pesquisadores, acadêmicos do Curso de Geografia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), observaram que a gestão de resíduos sólidos em cidades brasileiras é uma questão que gera intensos debates porque, quando mal feita, resulta em impactos negativos para o paisagismo e, principalmente, para o meio ambiente: contaminação de solos e água; proliferação de vetores de doenças e entupimento de bueiros.
Roberto Victor discorreu sobre sua pesquisa intitulada “Uso de Geotecnologias para o Mapeamento de Resíduos Sólidos na Avenida Moçambique, São Luís – Maranhão”, realizada com a proposta de mapear os pontos de descarte desses resíduos no trecho da via que abrange os bairros Anjo da Guarda e São Raimundo, na região Itaqui-Bacanga.
Para Roberto Victor, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabelece regras para o manejo e gestão dos resíduos sólidos, ainda enfrenta diversos desafios em sua aplicação.
“Os principais entraves estão ligados à falta de infraestrutura dos municípios, descontinuidade das políticas públicas e falta de investimentos contínuos em educação ambiental. No caso de São Luís, isso fica mais evidente nas áreas periféricas, onde os serviços de coleta são limitados e o descarte irregular se torna uma prática cotidiana”, afirmou Roberto Victor.

O deputado estadual Júnior Cascaria (Podemos) realizou, na quinta-feira (15), mais uma ação social voltada ao fortalecimento das comunidades, com a entrega de cestas básicas e equipamentos esportivos no povoado Vila Vitória, no município de Peritoró. A iniciativa reforça o compromisso do parlamentar com a promoção da cidadania, da inclusão social e do incentivo ao esporte.
A entrega das cestas básicas contou com o apoio da comunidade e teve como ponto de recepção a residência do senhor Francisco, conhecido como Dadá, e de sua esposa Luzia, tia do vereador Naldo Imperial, da cidade de Castanhal, no Pará. A ação beneficiou diversas famílias, garantindo alimento e dignidade a quem mais precisa.
Além do apoio alimentar, o deputado realizou a entrega de 45 equipagens esportivas destinadas a times de futebol formados por jovens e adultos do Vila Vitória. O material esportivo contribui para o fortalecimento das atividades comunitárias, incentivando a prática esportiva, a integração social e a formação cidadã.

O deputado estadual Catulé Júnior (PP) celebrou, na tarde de quarta-feira (14), a sanção da Lei nº 12.779/2026, que institui a Política Estadual do Primeiro Emprego para Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem recém-formados no Maranhão, durante encontro com membros do Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA).
Autor da proposta, o parlamentar esteve na sede do Coren levando a publicação oficial da lei no Diário Oficial do Estado, sancionada pelo governador Carlos Brandão no último dia 6.
A conselheira do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Kelly Inaiane Dias, destacou o papel decisivo do deputado na tramitação da matéria. “Levamos essa provocação para ele, o projeto tramitou e, hoje, nós temos essa lei, que é um grande avanço para a categoria. Sabemos que não é todo dia que encontramos um deputado que realmente atue pela classe, e nós só temos que agradecer ao deputado Catulé por tudo que vem fazendo por nós”, afirmou.
Na mesma linha, o presidente do Coren-MA, José Carlos Júnior, ressaltou o impacto histórico da legislação. “Queremos dizer para a enfermagem do Maranhão da importância desse marco na legislação estadual. Deputado Catulé Júnior, deputado atuante que olhou e abraçou a enfermagem, e hoje temos essa lei que já está ativa”, declarou.
Respeito à categoria
Para o conselheiro Manoel Daniel Neto, a sanção da norma reforça o respeito institucional à categoria. “Isso mostra o compromisso e o respeito com a enfermagem”, pontuou.
Em seu pronunciamento, Catulé Júnior relembrou a construção coletiva da proposta e reafirmou a abertura do mandato ao diálogo com os profissionais da área. “Através do diálogo, os representantes da enfermagem do Maranhão nos procuraram no nosso gabinete. Fizemos essa proposição que hoje é lei. Fico muito feliz que o nosso mandato tenha sido instrumento de avanço para a nossa sociedade. Me coloco mais uma vez à disposição do Coren-MA e de todos os profissionais da enfermagem. Ideias que venham a favorecer essa classe tão importante para o nosso estado e nossas cidades podem contar conosco”, afirmou o deputado.

A obesidade segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. O tema foi debatido no programa Café Notícias, da TV Assembleia Maranhão, nesta quarta-feira (14), durante entrevista com o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Giuliano Peixoto Campelo, representante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
Na conversa, o especialista ressaltou que, apesar do avanço de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, a cirurgia bariátrica continua sendo um tratamento fundamental para pacientes com obesidade moderada a grave. Segundo ele, cerca de 1% das cirurgias bariátricas realizadas no país ocorrem no Maranhão.
De acordo com Dr. Giuliano, os medicamentos têm apresentado bons resultados em pacientes com obesidade grau 1 ou sobrepeso. No entanto, em casos mais avançados ou associados a doenças como diabetes e hipertensão de difícil controle, a cirurgia permanece como a principal alternativa terapêutica.
“Para pacientes com obesidade extrema ou diabetes grave, a cirurgia não deve ser encarada como última opção, mas como a primeira, para evitar complicações fatais”, explicou.
Reganho de peso
Durante a entrevista, o médico reforçou que a obesidade é uma doença crônica, sem cura definitiva, mas passível de controle contínuo. Ele alertou que cerca de 85% dos pacientes que interrompem o uso de medicamentos voltam a ganhar peso.
Já no caso da cirurgia bariátrica, o reganho ocorre em aproximadamente 20% a 30% dos pacientes após cinco anos, geralmente associado ao abandono do acompanhamento médico, ao consumo excessivo de álcool ou a questões psicológicas não tratadas.
O especialista também esclareceu os critérios atuais para a realização da cirurgia. O procedimento é indicado para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35, desde que apresentem doenças associadas, como diabetes, hipertensão ou gordura no fígado, e para aqueles com IMC acima de 40, mesmo sem comorbidades.
Quanto à idade, o Conselho Federal de Medicina passou a permitir a cirurgia a partir dos 16 anos. Entre 14 e 16 anos, o procedimento só pode ser realizado em protocolos de pesquisa específicos.
Outro ponto abordado foi o estigma social relacionado à obesidade. Dr. Giuliano destacou que apenas cerca de 3% dos pacientes conseguem controlar a doença exclusivamente com dieta e atividade física.
Ele comparou a obesidade a outras enfermidades, defendendo que o tratamento deve ser ajustado quando não apresenta resultados. “Não se pode responsabilizar o paciente dizendo apenas para comer menos e caminhar. A obesidade precisa ser tratada como qualquer outra doença”, afirmou.
Uma denúncia feita por uma moradora de São Luís reacendeu o alerta sobre uma prática antiga e cada vez mais abusiva: flanelinhas que se apropriam de vias públicas para cobrar, de forma ilegal, por estacionamento, especialmente na orla da Avenida Litorânea.
No vídeo que circula nas redes sociais, uma mulher relata ter sido coagida a pagar R$ 40,00 para estacionar e retirar seu veículo de uma vaga pública. Segundo o relato, o esquema inclui bloqueio de vagas com cones, cobrança antecipada e nova cobrança na saída, sempre acompanhadas de intimidação.
O momento mais grave ocorre quando o carro da vítima é impedido de sair, após uma motocicleta ser colocada atrás do veículo. A liberação só aconteceu quando os flanelinhas perceberam que a polícia seria acionada.
A tentativa de contato com o 190 não teve sucesso, o que reforça a sensação de abandono em áreas que deveriam ter fiscalização permanente, sobretudo em pontos turísticos.
A cobrança por estacionamento em via pública é ilegal. Quando acompanhada de ameaça, ainda que velada, configura constrangimento e possível extorsão. A prática não se limita à Litorânea: ocorre também em praças, praias, eventos, hospitais e estádios, atingindo moradores e turistas.
Além do medo imposto à população, a situação prejudica o turismo, afeta a economia local e compromete a imagem de São Luís como cidade acolhedora e segura.
Especialistas defendem a criação de uma operação municipal permanente para coibir práticas abusivas de flanelinhas, com fiscalização em áreas de grande circulação, retirada de bloqueios irregulares e atuação integrada da Guarda Municipal, SMTT e forças de segurança.
Enquanto o poder público não age de forma efetiva, o cidadão segue pagando a conta da omissão. O estacionamento é público, mas o medo virou privado — e cotidiano.

A nutricionista clínica e esportiva, Carol Carvalho, alertou sobre os riscos do uso das chamadas canetas emagrecedoras, sem prescrição médica, durante entrevista, nesta terça-feira (13), ao ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia e TV Assembleia.
“O que funciona para uma pessoa, pode não funcionar para outra. É necessário passar por uma avaliação médica, como um nutrólogo, para ver as questões hormonais e se tem que fazer uma regulação, tanto para melhorar a qualidade de vida e o lado estético. O uso das canetas emagrecedoras favorece, mas o perigo é usá-las da forma incorreta”, afirmou.
A especialista lembrou, que, por conta da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, no fim do ano passado, um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos; e que a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde, além de ser considerado um crime hediondo no país.
“O uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa, uma vez que as pessoas são expostas ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, são exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica”, explicou.
Por fim, ela registou que popularizadas por influenciadores e celebridades, as canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

O deputado estadual Osmar Filho (PDT) iniciou o ano de 2026 com uma agenda voltada ao diálogo direto com a população. Na sexta-feira (9), ele esteve na comunidade do São Francisco, em São Luís, acompanhado da esposa, a vereadora Clara Gomes (PSD), para ouvir as principais demandas dos moradores e traçar um planejamento de ações para o ano.
Durante o encontro, Osmar Filho destacou a importância de começar o ano próximo das comunidades. “O ano de 2026 começou e estamos aqui no São Francisco, ao lado da nossa vereadora Clara, fazendo todo o planejamento das ações para este ano”, afirmou o parlamentar.
A vereadora Clara Gomes reforçou o compromisso com a comunidade e com a capital maranhense. “É um trabalho pautado no compromisso que temos com o São Francisco e com toda São Luís”, declarou.
Na ocasião, o deputado também agradeceu a parceria do secretário de Assuntos Municipalistas do Governo do Maranhão, Orleans Brandão, e do deputado federal Juscelino Filho (União Brasil), que têm contribuído de maneira significativa para o fortalecimento e a execução das ações desenvolvidas no bairro.
A reunião teve como foco a escuta ativa das reivindicações da população, reforçando a atuação integrada entre os mandatos estadual e municipal, além do apoio do Governo do Estado e da bancada federal, com o objetivo de promover melhorias concretas para a comunidade.

O representante institucional da Assembleia Legislativa do Amapá em Brasília, Elpídio Ramos Amanajas, realizou, nesta quinta-feira (8), uma visita institucional às instalações da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema).
A agenda teve como objetivo conhecer de perto o funcionamento da Casa, além de trocar experiências administrativas e institucionais. Ele foi acompanhado pelo deputado Wellington do Curso (Sem Partido), membro da Comissão de Recesso da Alema e representante da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais no Maranhão (Unale), e a chefe de gabinete da Presidência, Bárbara Mendonça.
Durante a visita, Elpídio Amanajas esteve em setores estratégicos da Alema, com destaque para o Memorial do Legislativo Maranhense Deputada Zuleide Bogéa, a Escola do Legislativo, o Plenário, a Creche-Escola Sementinha e o Complexo de Comunicação, buscando conhecer a dinâmica de trabalho, a organização interna e as práticas adotadas pelo Parlamento maranhense.
Acolhida
A visita ocorreu de forma individual e integra um esforço de intercâmbio institucional entre as casas legislativas estaduais. Segundo o representante do Amapá, a iniciativa visa coletar informações e sugestões que possam contribuir para o aprimoramento das atividades da Assembleia Legislativa amapaense, que recentemente passou a contar com um novo prédio de sete andares.
“A Assembleia Legislativa do Maranhã é a vitrine do Parlamento Estadual do Brasil. O Marnhão está de parabéns por contar com uma Casa Legislativa muito bem estruturada. Nós, do Amapá, somos uma Assembleia jovem, temos apenas 34 anos. A gente veio conhecer essa exitosa experiência maranhense e copiar para a Assembleia do Amapá”, ressaltou.

A psicóloga e especialista em análise de comportamento, Sanna Brandes, falou sobre a importância da campanha Janeiro Branco, de cuidados com a saúde mental, no programa ‘Café com Notícias’, desta quarta-feira (7).
Na conversa com a jornalista e apresentadora Elda Borges, a especialista explicou que a campanha é uma iniciativa nacional, realizada no início do ano, para conscientização da população sobre a importância da saúde mental e emocional, promovendo reflexão sobre o bem-estar psicológico.
“A saúde mental é o carro-chefe da vida de qualquer pessoa e devemos ter cuidados para mantê-la saudável. Por isso, é hora de cuidar da ‘cabeça’, da saúde mental, que significa estar bem consigo mesmo e lidar com seus conteúdos e é um conjunto de todas as esferas e perpassa o físico e o mental”, explicou.
Sanna Brandes disse, também, que em relação à terapia, trata-se de um processo de autoconhecimento e de organização para a vida, ao frisar que a saúde mental ficou mais vulnerável por conta de que as pessoas passaram a ter uma vida de ilusões, de redes sociais, além de ter que dar satisfação para os outros.
“Atualmente, há muita recusa das pessoas com sintomas de transtorno mental em aceitarem um tratamento, por conta do preconceito, mas a campanha Janeiro Branco reduziu muito isso, apesar de as pessoas serem voltadas ao imediatismo e terem tendência a fugir da solução dos problemas” finalizou.

O programa “Café com Notícias” desta terça-feira (6), abordou o projeto “Praias Seguras” e a questão do risco de afogamento nas praias, no período da alta temporada, em São Luís. A apresentadora do programa, a jornalista Elda Borges, conversou sobre o tema com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, chefe da 5ª Seção do Estado Maior do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Maranhão.
Inicialmente, Marcos Bittencourt disse que, nesses períodos de festas e de férias, infelizmente, se tem uma incidência alta de pessoas envolvidas em situação de afogamento. “Nesses períodos, muitas pessoas têm acesso a locais de banho em mar ou rio e, por não tomarem os cuidados devidos, acabam envolvidas em situação de afogamento. Os guarda-vidas não têm condições de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. O último caso que tivemos, infelizmente, foi na zona rural do município de Bom Jardim, no Rio Pindaré, no último fim de semana”, frisou.
Cuidados dos familiares
Marcos Bittencourt fez um alerta aos pais quanto aos cuidados com as crianças e adolescentes durante o momento de banho em mar ou em rio, destacando que a distância segura dos pais para os filhos é de um braço, ou seja, a distância que permita alcançá-los. “Recomendamos aos pais que, se forem para uma região de banho que verifiquem se tem guarda-vidas no local. Se não tiver, procure outro local que ofereça esse serviço. É essencial considerar o fator segurança”, alertou.
Redução
Por fim, Marcos Bittencourt revelou que, em 2025, o índice de afogamentos reduziu em 35% em relação ao ano de 2024 no Maranhão. Em 2025, foram 70 afogamentos com 24 óbitos.
“A contribuição da mídia foi fundamental para a redução dos casos de afogamento. Negligência, imprudência e imperícia são os fatores que causam os afogamentos. Recomendamos que a linha da cintura é a altura limite da água para se tomar banho com segurança”, finalizou.