
“Preciso de alimentos para meus filhos”, diz Raimundo Moreira, 42 anos, ajudante de carpinteiro, numa rua do bairro Calhau, em São Luís. “Estou com fome, ajude, obrigado, paz”, afirma Adriana Lopes, 32, sem profissão, em um canteiro do bairro Vinhais. “Por favor, ajude a comprar uma caixa térmica para trabalhar. Deus abençoe”, pede Jorge Lisboa, 39, camelô, no bairro do Cohatrac. “Estou desempregado, me ajude”, suplica Marcio Mendes, 23, jardineiro, num semáforo da Avenida Jeronimo de Albuquerque. Com o agravamento da pandemia de covid-19, cruzamentos movimentados da capital maranhense são os locais escolhidos por moradores de rua ou desempregados para gritar por socorro, com mensagens transmitidas em pedaços de papelão. Um clamor silencioso para que motoristas, mesmo com vidros fechados de seus carros, ouçam o apelo por comida e emprego.

“Faz oito meses que vim morar na rua. Durmo numa calçada perto de um supermercado. Trabalhava como camelô no Centro, mas desde que começou a pandemia e as lojas foram passaram um tempo fechando ficou cada dia mais difícil para sobreviver. Escolhi vir pro Cohatrac porque aqui o pessoal ajuda mais. Ganho roupa, comida. O ruim é não dormir direito, tem que ficar vigilante para não acontecer nada”, diz Jorge.

“Tenho quatro filhos. O desemprego me fez vir para o sinal pedir ajuda”, conta o ajudante de carpinteiro, Raimundo Moreira. “Arrumo 10, 20, 30 reais. Algumas pessoas dão alimentos. Tenho medo de pegar esse vírus, mas fazer o quê? Antes da pandemia eu fazia bicos com carpintaria. Agora não aparece trabalho. O que eu mais queria era um emprego”, afirma.
SOLIDARIEDADE
Diante do quadro de necessidade extrema de muitas famílias, diversas entidades tem lançado campanhas para arrecadar e distribuir cestas básicas. Uma delas é a Associação Beatriz Silva Costa (ABESC), no Anjo da Guarda, que tem desenvolvido diversas atividades de apoio a famílias carentes da região Itaqui Bacanga “É grande a quantidade de pessoas que nos procuram em busca de alimentos, empregos e até dinheiro para comprar remédios”, destacou o presidente da Abesc, Elinaldo Vaconcelos. ” As ruas nunca deixaram de ter gente pedindo ajuda. Mas percebemos que está voltando a ficar mais cheia, principalmente de mulheres com crianças. É natural, com o aumento do desemprego. Essa campanha é uma forma de diminuir o sofrimento das pessoas que perderam seus empregos, que não podem trabalhar na pandemia, que estão de fato passando necessidades”, comenta.

Diante de tantas pessoas com fome, Elinaldo, que também é epresario, decidiu arregaçar as mangas e começou a buscar parceiros para distribuir as cestas e hoje já são centenas de famílias atendidas.

“Mapeamos algumas comunidades para entregar cestas básicas. Tudo com doações”, conta Elinaldo. “De dois meses para cá a situação está gritante. Cresceu assustadoramente o número de pedintes nas ruas”, atesta. “Só temos visto crescer a lista de famílias para atender e não temos como fazer. É de cortar o coração, das lágrimas descerem. Mas se Deus quiser vai chegar ajuda”, diz o empresário.
Além de alimentos, o grupo precisa de doações de sabonete, máscaras e água mineral. “Muitas vezes as pessoas que estão na rua dizem ‘me dê pelo menos água’. Porque nem sempre chega água mineral para eles tomarem”, informa.
O que doar:
Alimentos não perecíveis (avulsos ou em cestas básicas)
Produtos de limpeza
Produtos de higiene pessoal
Água mineral
Álcool a 70°
Onde doar:
* Associação Beatriz Silva Costa
Rua Inglaterra, 10, Anjo da Guarda.
Contato: (98) 988549481

Com dispensa de licitação, compra de ambulância deverá virar alvo de investigação pelo Ministério Público Estadual
A fama do novo prefeito ostentação do Maranhão anda repercutindo em todo o estado, e não irá demorar muito para que os órgãos fiscalizadores ficarem na cola do prefeito de uma das cidades com o IDH, Índice de Desenvolvimento Humano mais baixos do Brasil.
Júnior Garimpeiro logo nos primeiros dias de mandato adquiriu uma ambulância de pequeno porte, um veículo da montadora Fiat, Fiorino, equipamentos e materiais permanentes pelo valor estratosférico de R$ 441.219,00 (quatrocentos e quarenta e um mil e duzentos e dezenove reais) da piauiense BR COMERCIO DE VEICULOS EIRELI. Os dados estão no diário oficial do dia 27 de janeiro e a compra sem licitação foi realizada com recursos próprios do município no dia 20 de janeiro.

Consultado o valor do veículo no site oficial da montadora o valor do veículo de R$ 77.190,00 se distancia muito do valor gasto por Júnior Garimpeiro, a discrepância é tão grande que a compra escandalizada deverá se tornar alvo de investigação, e o portal Maranhão TV alerta ao Tribunal de Contas do Estado sobre este e os demais contratos realizados pela Prefeitura de Centro Novo do Maranhão.

O modelo adquirido por Garimpeiro é uma Fiorino, um automóvel que sequer ainda é utilizado como ambulância. Levando em consideração as estradas do Maranhão e nosso clima, a Fiorino se torna totalmente incompatível para transportar pessoas doentes, o que mostra total descaso de Garimpeiro por seu povo.
Nas próximas publicações traremos outras aquisições milionárias feitas por Júnior Garimpeiro. (Com informações do Blog Maranhão TV)


(*) Waldir Maranhão
Desde que o Senado Federal, cumprindo determinação do STF, criou a CPI da Covid, a pauta da política nacional voltou-se totalmente para a apuração da responsabilidade do governo no combate à pandemia do novo coronavírus.
A sociedade brasileira precisa, sem dúvida, saber quem errou na condução do processo de enfrentamento da pandemia, que deixou pelo caminho muitos efeitos colaterais que merecem a mesma atenção – ou ainda maior – por parte da classe política.
A CPI, como se sabe, servirá para investigar erros e omissões no campo da pandemia, mas principalmente funcionará como palanque político-eleitoral para muitos políticos, sejam integrantes do colegiado ou não.
A falta de coordenação e a inação do governo federal diante da crise sanitária devem ser investigadas a fundo, assim como os responsáveis por esse descaso merecem a devida punição, sempre dentro do que determina a lei, mas não se pode fechar os olhos para o rastro de miséria que a pandemia deixou em terras brasileiras.
Logo no começo, a pandemia municiou o governo federal para criar um paradoxo que contrapunha, como ainda contrapõe, preservar a saúde e manter a economia em atividade. Não é possível falar em manutenção da economia sem que a saúde esteja minimamente garantida. Em suma, não há economia sem saúde.
Perceber o óbvio pareceu difícil para os integrantes do governo, mas a realidade bateu à porta do Palácio do Planalto. Era preciso dar alguma ajuda financeira à população para que, permanecendo em casa, fosse possível conter o avanço do novo coronavírus. O que se viu ao longo de meses foi exatamente o contrário. O governo estimulou o cidadão a sair em de casa busca da própria sobrevivência, fazendo com que disparassem os números de casos e mortes por Covid-19.
Não demorou muito para que nos deparássemos com um cenário caótico que remete, sem meias palavras, ao genocídio, goste ou não o governo. Caminhando para 400 mil mortes pelo novo coronavírus, o poder público precisa adotar medidas urgentes para reverter um quadro que pode chegar a meio milhão de mortos em poucas semanas.
Enquanto dezenas de milhares de famílias choram seus mortos ou se preocupam com os graves efeitos colaterais de uma de uma doença desconhecida e traiçoeira, outros milhões de brasileiros fazem o impossível para não perder a batalha contra a fome.
Com a redução do valor nominal do auxílio emergencial de R$ 600 para 300, agora para R$ 150, o brasileiro viu desaparecer a possibilidade de ter como colocar alimento em cima da mesa. Não se trata de força de expressão, mas de constatação da dura realidade que impera no país.
Com o novo valor do auxílio emergencial (R$ 150), o Brasil terá 61 milhões de cidadãos na pobreza. Para piorar um quadro que é ruim e extremamente preocupante, mais de 19 milhões de brasileiros estarão em situação de miséria ou extrema pobreza. Os dados são de estudo realizado pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP).
Para ter-se ideia do que isso representa, tomando por base o valor atual do auxílio emergencial, são consideradas pobres as pessoas que vivem com renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por mês (US$ 1,90 por dia), de acordo com critério adotado pelo Banco Mundial. Por outro lado, os cidadãos considerados extremamente pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais. Em outras palavras, o auxílio emergencial dá para muito pouco, quase nada.
Como mencionei acima, uma das preocupações do governo federal – talvez a principal ou única – sempre foi com as questões relacionadas à economia. O Brasil trava uma guerra silenciosa contra um inimigo voraz e desconhecido, por isso falar em retomada econômica é algo fora do roteiro.
Insisto na questão da retomada econômica para mostrar que o governo nada faz para reverter a tragédia. Durante a pandemia, 8 em cada 10 famílias de classe média perderam renda. Isso significa que o poder de compra desse nicho da população despencou, o que certamente já reflete no consumo. Mesmo assim, autoridades federais agem para frear a inflação. Mesmo com a pandemia ainda a pleno vapor e o desemprego em alta, não é de hoje, a inflação segue avançando.
O Brasil é um país que depende economicamente do consumo interno. Com o cenário exposto acima não há como sonhar com um horizonte menos carrancudo.
Mas deixo a questão econômica e volto para a fome que aflige dezenas de milhões de brasileiros. Há dias, o governo e lideranças políticas no Congresso Nacional chegaram a um acordo para, recorrendo a uma “pedalada oficial”, viabiliza o Orçamento de 2021 sem mexer não recursos destinados a emendas parlamentares.
Reconheço que emendas parlamentares são importantes e necessárias para a realização de obras nas mais de 5.500 cidades brasileiras, mas é preciso abrir os olhos para o estrago que a fome vem promovendo no país.
Se o governo e os congressistas encontraram uma forma de driblar a lei para garantir os recursos das emendas parlamentares, sem romper o teto de gastos, não seria difícil encontrar uma solução para minimizar o desespero dos famintos, que, é bom ressaltar, aumentam com o passar dos dias.
A política é um jogo (no bom sentido) importante para que sejam defendidos os interesses e as necessidades da população, mas em meio a uma tragédia que só faz aumentar não se pode privilegiar interesses paroquiais.
Confesso não compreender como um homem público consegue não se sensibilizar com a devastação promovida pela miséria e pela fome. Se em um país com 210 milhões de habitantes um contingente de 19 milhões de miseráveis pouco representa em números proporcionais, no campo da humanidade uma pessoa sendo devorada pela fome é algo inadmissível.
Apenas a título de comparação, o que permitirá a cada um perceber o tamanho do problema, 19 milhões de miseráveis representam uma vez e meia a população de Portugal. Para quem é adepto dos detalhes, esse universo de miseráveis que vieram à cena no rastro da pandemia equivale a 2.405 estádios do Maracanã lotados de pessoas que sonham com um prato de comida.
Recuso-me a fechar os olhos e virar as costas para uma tragédia como a que vivemos, mas que muitos fingem não existir. Diante da omissão persistente do Estado, a sociedade civil precisa assumir cada vez mais esse desafio.
Como disse o Herbert José de Souza, o Betinho, “quem tem fome tem pressa”. É preciso agir agora, antes que seja tarde demais!
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, deverá estar na disputa majotoritsria estadual em 2022, e tudo.indica que deverá ser pelo PTB, partido hoje comandado no Maranhão, pela deputada Mical Damasceno.
Edivaldo vem aparecendo bem avaliado em todas as pesquisas já publicadas até agora para o governo do estado, e é disparado o preferido da população de São Luís, mesmo tendo estado distante das discussões políticas desde que deixou a Prefeitura, após cumprir dois mandatos.
Fontes do blog confirmaram a aproximação do ex prefeito com.a deputada Mical. Eles teriam se reunido recentemente e Edivaldo teria aceitado o convite para a disputa.
Pario duro
O cenário da disputa promete ser bem turbulento já que nomes de peso como o senador Weverton Rocha e o vice governador Carlos Brandão pareciam polarizar a disputa até agora, seguidos do não menos articulador, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que percorre o interior do estado afirmando ser pré candidato a qualquer custo ao governo do estado.
Mais é fato que no PTB, Edivaldo já sairia com uma ampla vantagem em relação aos demais, tendo em vista o apoio do expressivo e decisivo eleitorado evangélico, que na verdade sempre teve uma boa aceitação ao nome de Edivaldo, até pelo fato do mesmo sempre ter sido evangélico e sempre defender as bandeiras mais expressivas no que diz respeito às preferências do eleitorado mais conservador.
O certo é que a deputada Mical está conseguindo surpreender no quesito articulação política, e promete elevar o PTB, sob seu comando, ao nível de grande partido no Maranhão.
Ao que parece, enquanto Brandão e Weverton travam uma incessante batalha política e midiática pela sucessão de Flávio Dino, Edivaldo já se articula para de fato, ser a terceira via, com a possibilidade de chegar a disputa com chances reais de alçar um voo ainda mais alto em sua
crescente e bem avaliada trajetória política.

Com o impacto negativo causado pela pandemia que tem tem deixado várias famílias vulneráveis o grupo Mão Amiga Solidária realizou uma ação beneficente nesta última sexta-feira (16), onde foi entregue várias cestas básicas nos bairros Vila Luizão, Sol e Mar, Divineia e Vila Recanto Verde.
De acordo com o coordenador do grupo Rubens Ferrás o grupo foi criado através da ideia em conjunto de mais dois amigos a assistente Social Jacielle Ribeiro e o radialista Flávio Primo com o objetivo de ajudar o próximo e hoje contamos com uma equipe de amigos que são voluntários que se dedicaram para concretizar a primeira ação do grupo arrecadando alimentos em empresas, comércios, residências, sendo gratificante ver o reconhecimento das famílias que foram atendidas pela ação.

Para a moradora Maria José “muito bom ver as pessoas se colocarem a disposição para ajudar neste momento tão crítico em que a sociedade está vivendo”, de acordo com a coordenação do grupo já está sendo programado a segunda ação para o dia 08 de Maio nas vésperas do dia das mães e pedem a todos da sociedade maranhense que venham somar com essa corrente do bem doando cestas básicas, para fazer doações é só ligar para os contatos: (98) 984151868/999657103



Mesmo diante de um período de recessão econômica, o sentimento de solidariedade vem fazendo a diferença em meio à pandemia. E as ações de auxílio a população em situação de vulnerabilidade têm feito a diferença em São Luís, onde uma corrente do bem se formou e vem reforçando a rede de união, afeto e caridade em tempos difíceis.
Desde o início da pandemia, o vereador Marquinhos (DEM) vem articulando e desenvolvendo campanhas de ajuda a famílias em situação de vulnerabilidade, além de também defender a continuidade da oferta de merenda escolar, mesmo durante o período em que as aulas estiverem suspensas.
“O coração dele é grande, ele se importa com a gente por que a origem dele é humilde”, foi o que disse a dona Maria Isabel dos Santos Arruda, moradora do Divineia, após receber uma cesta básica das mãos do vereador Marquinhos, nesta sexta-feira (16). Ela foi uma das beneficiadas com a distribuição promovida pelo parlamentar, com a parceria de empresários que doaram centenas de cestas atendendo a um pedido do senador Weverton Rocha. De início, mais de 200 famílias foram beneficiadas nesta ação que ainda terá continuidade.

"A pandemia tem causado grandes impactos à população ludovicense, principalmente às famílias que mais precisam. Diante disso, estamos realizando esta ação de distribuição de cestas básicas para contribuir com quem está passando por dificuldades e garantir a segurança alimentar e nutricional em suas casas", destacou o vereador Marquinhos.
Em sua fala, o senador Weverton, ressaltou que “é preciso auxiliar o sistema público de saúde, de todas as formas possíveis, mas também é preciso olhar com atenção e carinho à população que anseia por ajuda neste momento. Nosso objetivo é unir para manter ações que amenizem as consequências da pandemia para a população mais vulnerável", assinalou o senador.
Também presente ao evento, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho, elogio a inciativa e falou sobre a importância das doações. “Ações sociais como essa são de fundamental importância. Algumas pessoas perderam emprego, muitos perderam familiares. É preciso manter o olhar humano sobre os mais vulneráveis”, observou.
O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, também participou da entrega de cestas. Segundo ele, as medidas de isolamento, embora necessárias, acabaram impactando o cotidiano das famílias. “Tal situação tem levado nossa população, em muitos casos, à falta do básico para sobreviver, necessitando urgentemente de doações como essa, que chegam em boa hora, pois o número de famílias em situação de vulnerabilidade aumentou com a chegada da pandemia”.
Marquinhos finalizou dizendo que a ação conjunta também teve o intuito de fomentar outras iniciativas semelhantes. Para ele, “somente políticas públicas sérias, articuladas a gestos de solidariedade de cidadãos e empresas poderão garantir que a sociedade ludovicense supere a crise da COVID-19 o mais rápido possível”.


Considerada uma das categorias mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus, motoristas de transporte coletivo e de aplicativos, arriscam suas vidas todos os dias para transportar passageiros e, consequentemente, acabam se expondo em alto risco de contaminação, sobretudo dentro dos ônibus que, geralmente, estão superlotados.
Vendo a necessidade desses profissionais em serem vacinados, o vereador Marquinhos (DEM) apresentará nesta segunda-feira (19), uma indicação, em sessão ordinária, na Câmara Municipal de São Luís, solicitando ao prefeito Eduardo Braide (Podemos) a inclusão dos motoristas e cobradores do transporte coletivo, motoristas de aplicativos, taxistas e mototaxistas no grupo prioritário para vacinação a contra covid-19, na Capital.
Marquinhos reconhece a existência de um amplo calendário com diversas categorias a serem priorizadas, contudo, destaca que a proliferação do vírus é maior dentro de ônibus, argumentando que dentro deles, há um espaço pequeno e um grande número de pessoas circulando diariamente, fazendo com que os motoristas passam a ser um vetor que pode contaminar centenas de pessoas por dia.
O parlamentar lembra ainda que desde o início da pandemia, os profissionais da categoria têm desempenhado seu trabalho de forma integral, colocando-os em exposição constante ao coronavírus. Ele ressalta, inclusive, o grande número de profissionais que já foram infectados ou que morreram vítimas da doença durante este período.
Risco de contágio
“A segunda categoria mais afetada pela pandemia são os profissionais de transporte, de acordo com o pesquisador Yuri Oliveira Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A probabilidade de contágio destes profissionais é de 71%”, argumenta o vereador.

Ainda em sua explanação, o vereador contou que esse grupo de trabalhadores se encontra mais vulnerável, visto que é diário o contato com um número considerável de pessoas. Portanto, esta é uma forma de prestar auxílio à classe trabalhadora e à população em geral, priorizando a imunização desses profissionais e garantindo, assim, as condições necessárias de saúde e segurança no exercício de suas atividades, buscando junto ao Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de Saúde, ações positivas em prol da vida.
“O acesso à vacina ajudará esses profissionais que realizam o serviço de transporte a continuar seu papel essencial, ao mesmo tempo em que reduzirá o risco para todos, diante das condições sanitárias atuais, decorrentes da propagação da covid-19”, finalizou Marquinhos.

(*) Waldir Maranhão
A política brasileira aguardava decisão do STF sobre as condenações do ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato para refazer o desenho da disputa pela Presidência da República em 2022. Mesmo assim, essa antecipação é um retrato do momento, o que não impede que se repita nas urnas do próximo ano.
Com a instalação da CPI da Covid no Senado Federal, por determinação do Supremo que acabou confirmada pelo plenário, a fragilidade política do presidente Jair Bolsonaro aumentou muito em questão de dias.
Esse quadro mostra a fragilidade do projeto de reeleição do atual presidente, assim como coloca no jogo muitos atores políticos, os quais poderão se transformar em pedra no íngreme caminho a ser percorrido por Bolsonaro.
A tragédia humanitária que surgiu do fracassado combate à pandemia obriga os brasileiros a repensarem suas opções eleitorais, mesmo faltando mais de um ano para a corrida ao Palácio do Planalto.
Com mais de 365 mil mortos pela Covid-19, a população não pode repetir o erro de embarcar em um projeto político que é uma farsa largamente comprovada. Em outras palavras, o cidadão não pode cair na mesma esparrela.
Enquanto Bolsonaro tenta curar as feridas causadas por um governo desastroso e populista, alguns pré-candidatos se movimentam nos bastidores na esperança de conseguir um lugar ao sol.
Muito tem se falado sobre a necessidade de uma candidatura de centro para derrotar Bolsonaro, mas até agora nenhum dos possíveis protagonistas entusiasmaram a opinião pública.
Pesquisa recente do Data Poder mostrou que o ex-presidente Lula lidera a corrida presidencial desde que recuperou os direitos políticos, enquanto Bolsonaro vê a possibilidade de reeleição ficar cada vez menor no horizonte.
Nesse cenário de incertezas de todos os matizes, arrisco recorrer à parábola do “bode na sala”, sem desejar que ao final o catinguento caprino passe a ser odiado. Trata-se apenas de uma reflexão política com base em fatos atuais.
Enquanto muitos pré-candidatos tentam atrair a atenção do eleitor, um quadro marcado por conhecidas alianças merece consideração. Esse ganha força com a criação da CPI da Covid, que mostra ao brasileiro uma das fórmulas para derrotar Bolsonaro nas urnas.
Partidos como MDB, PSDB, PSD, PT e Rede formam maioria na CPI da Covid, algo que vem assustando os frequentadores do Palácio do Planalto. Se em meio ao desastre em que se transformou o governo Bolsonaro a maior preocupação repousa no avanço da pandemia, não se deve descartar a possibilidade de as citadas legendas se unirem em nome de um projeto para salvar o País.
Alguém pode alegar que essa proposta uniria esquerda, centro e centro-direita, mas para escapar do caos é preciso reflexão e humildade.
Que no próximo ano não se repita o que vivemos em 2018, quando candidatos à Presidência preferiram se agarrar à vaidade e vez de formar um bloco contra Jair Bolsonaro, cuja atuação como governante era previsível. Naquele ano tínhamos excelentes nomes concorrendo ao Palácio do Planalto.
Alguns sinais apontam na direção da importância de se formar uma frente ampla para, derrotando Bolsonaro, livrar o Brasil de um jeito de governar ultrapassado e que ignora os mais necessitados, sempre usados como massa de manobra em determinados momentos.
Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ter se arrependido de na eleição de 2018 não ter votado no petista Fernando Haddad. Essa afirmação é um sinal de que os tucanos podem se alinhar a uma frente contra o atraso e o desvario que marcam a gestão de Bolsonaro.
Lula, que nesta quinta-feira, 15 de abril, tornou-se oficialmente elegível, declarou que em eventual coalizão contra o atual presidente da República o seu partido não obrigatoriamente precisa ser cabeça de chapa. Desde que surja uma candidatura “com mais fôlego que o PT”.
Lula é extremamente inteligente em termos políticos e sabe ser ele o candidato natural do partido. Em eventual frente contra Bolsonaro, o PT poderia indicar alguém como candidato a vice, que não Lula, até porque sua trajetória política não permitiria isso. Em outras palavras, mais uma janela que se abre para o quintal do diálogo.
No meu estado, o Maranhão, o atual vice-governador, Carlos Brandão, filiado ao PSDB, será candidato ao governo com apoio de partidos de esquerda. Nesta quinta-feira, Brandão reuniu-se com algumas lideranças petistas locais. Isso significa que os tucanos contam com essas frentes políticas para construir uma candidatura competitiva no estado. Como filiado ao PSDB, vejo com bons olhos essa possível e promissora aliança, que poderia reverberar nacionalmente.
Se no campo da Física os polos de naturezas opostos se atraem, enquanto que os iguais se repelem, no universo da política essa máxima não é regra. A política é, acima de tudo, a arte do diálogo e da convergência de ideias e ideais. Esse é o momento para iniciar diálogos.
Ao que parece, pelo menos por enquanto, todos os que tentam se habilitar como presidenciáveis têm o mesmo propósito: resgatar o Brasil do cativeiro do atual governo e devolver a dignidade ao cidadão comum.
Tomemos como exemplo os movimentos iniciais para a sucessão no Maranhão e o quebra-cabeças partidário que se formou na CPI da Covid e que já tira o sono de Bolsonaro.
Ainda é cedo para bater o martelo, mas diálogos e conjecturas podem desanuviar o horizonte. Até porque, voltando na linha do tempo, estamos vivendo uma polarização política que exige a união de pessoas que podem salvar o País, sem espaço para aventureiros de plantão.
Ainda recorrendo à Física, a terceira Lei de Newton afirma que para toda ação surge uma reação. É chegada a hora de o Brasil e os brasileiros reagirem, em nome de um amanhã menos conturbado e com boas doses de esperança.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

(*) Waldir Maranhão
Não há como mudar a realidade de um país como o Brasil sem priorizar a educação. Por mais que os discursos políticos sempre contemplem temas educacionais, a realidade brasileira nesse setor é trágica, mesmo considerando alguns modestos avanços ocorridos na última década. Além disso, os avanços na educação ocorrem em velocidade muito aquém das necessidades do País.
Pesquisa realizada pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, com base em dados de 2018, mostra que 73% dos brasileiros estão plenamente alfabetizados, enquanto 29% são considerados analfabetos funcionais. Além disso, o levantamento revelou aumento de 2% do analfabetismo funcional na comparação com 2015.
Destaco que entre estar alfabetizado e ter capacidade de compreender um texto qualquer há uma enorme diferença. E muitos brasileiros enfrentam dificuldade para compreender textos considerados simples e corriqueiros.
Esse quadro não deixa dúvidas a respeito do avanço da marginalização social provocada pela baixa qualidade do ensino público, o que por sua vez impede o cidadão de se qualificar para buscar um emprego melhor e com salário condizente com suas necessidades.
A pandemia do novo coronavírus revelou a extensão da tragédia social que existe no Brasil, sendo que parte desse cenário de caos advém do pífio nível de aprendizado dos cidadãos. Não estou a desdenhar o brasileiro que luta corajosamente todos os dias para sobreviver, mas cobrando das autoridades ações que garantam condições mínimas para que cada um consiga evoluir.
Com o advento da pandemia, o ensino na rede pública foi duramente atingido, com suspensão das aulas presenciais, muitas das quais não foram substituídas por aulas remotas por questões tecnológicas e falta de recursos financeiros para que os alunos pudessem acessar o chamado ensino à distância. Na verdade, o que aconteceu e continua acontecendo é o que conhecemos não é de hoje: educação com doses mínimas de qualidade é privilégio de uma minoria. Como se ainda vivêssemos nos tempos da “casa grande e senzala”.
Não consigo fechar os olhos e cruzar os braços diante de realidade tão assustadora no campo da educação. No momento em que o Estado, como um todo, deveria incentivar a permanência dos alunos mais pobres nas escolas, inclusive com o pagamento de algum benefício financeiro que garantisse isso, o governo federal decidiu vetar o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para disponibilizar a escolas, alunos e professores acesso à rede mundial de computadores. Ou seja, há pelo menos doze meses os estudantes mais vulneráveis estão sem contato com o ambiente escolar.
Há mais de cinquenta anos o Brasil alimenta-se da mentirosa profecia do “país do futuro”, mas no campo da educação os inúmeros retrocessos dos últimos tempos me levam a questionar que país teremos no futuro próximo. Pouco importam as conquistas que tivemos, pois as perdas educacionais são muito maiores e preocupantes.
Um bom e triste exemplo desse cenário de desmoronamento da educação é a precarização do trabalho que invadiu as ruas e avenidas das principais cidades brasileiras nos últimos meses. Montados em bicicletas e motocicletas, jovens optaram pelo extenuante trabalho de entrega por aplicativos por falta de opção. Trabalham de sol a sol, muitas vezes avançam pelas madrugadas, correndo riscos em meio ao trânsito, para conseguir o mínimo em termos financeiros que impeça o próprio desparecimento. Sem direito a vínculo empregatício e aos benefícios previstos em lei.
Como se esse desolador quadro não fosse suficiente, o governo federal, por meio da Receita, pretende acabar com a isenção tributária no segmento de livros, com a justificativa que apenas 10% da população, os mais ricos, se dedicam à leitura. O que é uma enorme inverdade.
Em vez de incentivar a leitura em todo o País e ampliar os horizontes do cidadão, o governo prefere piorar o que há muito é ruim. Além disso, caso leve adiante a retomada da tributação sobre os livros, o governo precisa assumir a responsabilidade pelo encarecimento dos livros didáticos. Em outras palavras, a educação brasileira corre o risco de ganhar em breve um novo inimigo: o imposto. Sem contar que o acesso à cultura será de novo penalizado.
Em outra ponta do universo da educação está a fuga de alunos das escolas, que aumentou de maneira considerável com o fim do pagamento do auxílio emergencial.
O impacto do fim do benefício foi sentido no ensino superior, onde muitos estudantes adiaram ou deixaram para trás o sonho da graduação. É o que mostra a pesquisa “Observatório da educação superior – análise dos desafios para 2021”, da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABNS) e da Educa Insights.
De acordo com a pesquisa, 56% dos alunos do ensino médio não querem entrar na universidade neste momento.
Dos 1.112 alunos aptos a entrar em universidades e que foram ouvidos pela pesquisa, dois terços confirmaram ter recebido ao menos uma parcela do auxílio emergencial em 2020.
Alguém pode perguntar como esse quadro interfere no cotidiano. Não é preciso muito esforço para perceber que quanto menor for o número de alunos nas universidades, maior serão as dificuldades enfrentadas pela sociedade. E para chegar à universidade é primordial um ensino básico de qualidade.
Não é preciso deixar a pandemia para compreender que ora exponho. Muitos governadores e prefeitos Brasil afora tiveram a intenção de abrir novos leitos de UTI e hospitais de campanha para atender pacientes de Covid-19. Isso não foi possível por falta de mão de obra especializada, como médicos e profissionais de enfermagem.
Ou o Brasil para e revê suas políticas educacionais, proporcionando a todos os cidadãos acesso ao ensino de qualidade, ou em pouco tempo o País viverá um apagão profissional. Os passos iniciais na direção da tragédia já foram dados. Traduzindo, o apagão educacional já é uma realidade, o apagão profissional começa a surgir no horizonte.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

(*) Waldir Maranhão
Com o descaso do governo em relação à pandemia ao longo de 2020 e nos primeiros meses do corrente ano e o negacionismo persistente do presidente Jair Bolsonaro, a crise sanitária instalou no País um cenário de caos inimaginável, talvez semelhante a uma terra arrasada.
Refiro-me não apenas aos mortos e infectados pelo novo coronavírus, tema que merece reflexão e consternação por parte de cada cidadão, mas aos efeitos devastadores da pandemia no cotidiano da população, principalmente a parcela mais pobre da sociedade.
Nenhum brasileiro dotado de bom senso pode aceitar a institucionalização do descaso no combate à Covid-19, enquanto a escalada de mortes avança livre e assustadoramente. Afirmar que vacinas estão sendo compradas em grandes quantidades, após impressionantes de meses de atraso, não intimida o coronavírus, que continua a ceifar vidas ao mesmo tempo em que se modifica geneticamente.
Considerando o grave momento que o país atravessa, algo precisa ser feito para impedir que a tragédia cresça sem qualquer tipo de reação à altura por parte do Estado. Uma situação como a que vivemos atualmente já teria provocado em outras nações a queda do presidente da República, que não abre mão de provocar aglomerações, defender o ineficaz “tratamento precoce” e condenar medidas restritivas, como isolamento social e “lockdown”, adotadas por governadores e prefeitos que têm lutado como titãs em meio a centenas de milhares de cadáveres.
A forma como o presidente da República vem tratando a pandemia configura crime de responsabilidade, o que enseja processo de impeachment. Há no Congresso Nacional mais de sessenta pedidos de impeachment do presidente, com crimes de responsabilidade de sobra, mas nenhum avançou até agora.
Fechar os olhos para os pedidos de impeachment, como faz o Parlamento, é banalizar as mais de 330 mil mortes por Covid-19, transformando em algo comum o fato de pessoas tombarem aos milhares todos os dias diante de uma doença traiçoeira e impiedosa.
Entre as promessas de campanha e os entraves que permeiam o ato de governar há uma diferença brutal, ou seja, governar uma nação como o Brasil não é tarefa fácil, mas é necessário que o presidente da República aja com um mínimo de responsabilidade no âmbito da crise sanitária, a exemplo do que têm feito inúmeros chefes de Estado e de governo mundo afora.
Remédios jurídicos para sanar a chaga que nos aflige existem de sobra na legislação brasileira, começando pelo impedimento do chefe do Executivo federal, que, ao contrário do que esbravejou enquanto candidato, recorreu ao “toma lá, dá cá” para, evitando o pior, manter-se no poder e, talvez, completar o mandato atual.
Há quem diga que o país não suportaria mais um processo de impeachment, mas os brasileiros, cortando na própria carne, precisam aceitar um inevitável processo de maturação do Estado, que passa obrigatoriamente por caminhos íngremes e tortuosos.
Em 17 de julho de 2007, o Brasil parou estarrecido diante da notícia e das imagens do mais grave acidente aéreo do país, no aeroporto de Congonhas. Quase 14 anos depois daquela tragédia, muitos ainda mantêm o inconformismo diante de um acidente que tirou a vida de 199 pessoas. É compreensível que esse episódio seja lembrado continuamente para que os erros não se repitam.
O que temos visto no Brasil dia após dia corresponde à queda de 20 aeronaves semelhantes à que se espatifou e incêndio após atravessar a pista do aeroporto paulistano, mas parece que a indignação da sociedade está cercada pela contemplação pura e simples. Refiro-me àquele grave acidente aéreo para mostrar que desde o início da pandemia até agora o número de mortos por Covid-19 corresponde a 1.675 desastres aéreos como o de Congonhas.
Naquela ocasião, as mais absurdas teorias surgiram entre as chamas que derreteram a aeronave e consumiram famílias e sonhos, mas ao fim prevaleceu a tese de que a punição com base na lei era a melhor solução.
Hoje, no vácuo da tragédia provocada pela pandemia, a sociedade permanece inerte e o Congresso insiste em ser mero espectador, como se o genocídio que acontece no Brasil pudesse ser ignorado.
Diferentemente do que afirmaram e ainda afirmam os negacionistas e os chamados “terraplanistas”, o vírus da Covid-19 não é chinês, mas a letargia das autoridades ultrapassa as barreiras do crime de responsabilidade e avança no terreno da desumanidade é legitimamente brasileira.
Cobiçar a cadeira presidencial é direito de qualquer cidadão que se enquadre nas regras eleitorais, mas o papel de timoneiro da nação tem bônus e, por questões óbvias, tem ônus. Ninguém é obrigado a ser presidente da República, mas quando chega-se ao posto é preciso saber que riscos existem.
Os parlamentares que votaram contra o impeachment da então presidente Dilma Rousseff foram execrados por boa parte da opinião pública, como se fariseus fossem. Por essa baliza, é preciso saber o que acontecerá com os políticos que agora cruzam os braços para contemplar o desastre em que se transformou o combate à pandemia no Brasil.
Crime de responsabilidade não permite interpretação dupla ou de conveniência. É crime de responsabilidade e não se discute o assunto. Na melhor das hipóteses pode-se afirmar que um crime é mais ou menos gravoso que outro. E que cada um decida o que é pior: uma pedalada fiscal, que foi adotada por alguns antecessores da petista, ou a morte de mais de 335 mil pessoas no rastro de pandemia que poderia ser contida.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.