
Com o impacto negativo causado pela pandemia que tem tem deixado várias famílias vulneráveis o grupo Mão Amiga Solidária realizou uma ação beneficente nesta última sexta-feira (16), onde foi entregue várias cestas básicas nos bairros Vila Luizão, Sol e Mar, Divineia e Vila Recanto Verde.
De acordo com o coordenador do grupo Rubens Ferrás o grupo foi criado através da ideia em conjunto de mais dois amigos a assistente Social Jacielle Ribeiro e o radialista Flávio Primo com o objetivo de ajudar o próximo e hoje contamos com uma equipe de amigos que são voluntários que se dedicaram para concretizar a primeira ação do grupo arrecadando alimentos em empresas, comércios, residências, sendo gratificante ver o reconhecimento das famílias que foram atendidas pela ação.

Para a moradora Maria José “muito bom ver as pessoas se colocarem a disposição para ajudar neste momento tão crítico em que a sociedade está vivendo”, de acordo com a coordenação do grupo já está sendo programado a segunda ação para o dia 08 de Maio nas vésperas do dia das mães e pedem a todos da sociedade maranhense que venham somar com essa corrente do bem doando cestas básicas, para fazer doações é só ligar para os contatos: (98) 984151868/999657103



Mesmo diante de um período de recessão econômica, o sentimento de solidariedade vem fazendo a diferença em meio à pandemia. E as ações de auxílio a população em situação de vulnerabilidade têm feito a diferença em São Luís, onde uma corrente do bem se formou e vem reforçando a rede de união, afeto e caridade em tempos difíceis.
Desde o início da pandemia, o vereador Marquinhos (DEM) vem articulando e desenvolvendo campanhas de ajuda a famílias em situação de vulnerabilidade, além de também defender a continuidade da oferta de merenda escolar, mesmo durante o período em que as aulas estiverem suspensas.
“O coração dele é grande, ele se importa com a gente por que a origem dele é humilde”, foi o que disse a dona Maria Isabel dos Santos Arruda, moradora do Divineia, após receber uma cesta básica das mãos do vereador Marquinhos, nesta sexta-feira (16). Ela foi uma das beneficiadas com a distribuição promovida pelo parlamentar, com a parceria de empresários que doaram centenas de cestas atendendo a um pedido do senador Weverton Rocha. De início, mais de 200 famílias foram beneficiadas nesta ação que ainda terá continuidade.

"A pandemia tem causado grandes impactos à população ludovicense, principalmente às famílias que mais precisam. Diante disso, estamos realizando esta ação de distribuição de cestas básicas para contribuir com quem está passando por dificuldades e garantir a segurança alimentar e nutricional em suas casas", destacou o vereador Marquinhos.
Em sua fala, o senador Weverton, ressaltou que “é preciso auxiliar o sistema público de saúde, de todas as formas possíveis, mas também é preciso olhar com atenção e carinho à população que anseia por ajuda neste momento. Nosso objetivo é unir para manter ações que amenizem as consequências da pandemia para a população mais vulnerável", assinalou o senador.
Também presente ao evento, o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho, elogio a inciativa e falou sobre a importância das doações. “Ações sociais como essa são de fundamental importância. Algumas pessoas perderam emprego, muitos perderam familiares. É preciso manter o olhar humano sobre os mais vulneráveis”, observou.
O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, também participou da entrega de cestas. Segundo ele, as medidas de isolamento, embora necessárias, acabaram impactando o cotidiano das famílias. “Tal situação tem levado nossa população, em muitos casos, à falta do básico para sobreviver, necessitando urgentemente de doações como essa, que chegam em boa hora, pois o número de famílias em situação de vulnerabilidade aumentou com a chegada da pandemia”.
Marquinhos finalizou dizendo que a ação conjunta também teve o intuito de fomentar outras iniciativas semelhantes. Para ele, “somente políticas públicas sérias, articuladas a gestos de solidariedade de cidadãos e empresas poderão garantir que a sociedade ludovicense supere a crise da COVID-19 o mais rápido possível”.


Considerada uma das categorias mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus, motoristas de transporte coletivo e de aplicativos, arriscam suas vidas todos os dias para transportar passageiros e, consequentemente, acabam se expondo em alto risco de contaminação, sobretudo dentro dos ônibus que, geralmente, estão superlotados.
Vendo a necessidade desses profissionais em serem vacinados, o vereador Marquinhos (DEM) apresentará nesta segunda-feira (19), uma indicação, em sessão ordinária, na Câmara Municipal de São Luís, solicitando ao prefeito Eduardo Braide (Podemos) a inclusão dos motoristas e cobradores do transporte coletivo, motoristas de aplicativos, taxistas e mototaxistas no grupo prioritário para vacinação a contra covid-19, na Capital.
Marquinhos reconhece a existência de um amplo calendário com diversas categorias a serem priorizadas, contudo, destaca que a proliferação do vírus é maior dentro de ônibus, argumentando que dentro deles, há um espaço pequeno e um grande número de pessoas circulando diariamente, fazendo com que os motoristas passam a ser um vetor que pode contaminar centenas de pessoas por dia.
O parlamentar lembra ainda que desde o início da pandemia, os profissionais da categoria têm desempenhado seu trabalho de forma integral, colocando-os em exposição constante ao coronavírus. Ele ressalta, inclusive, o grande número de profissionais que já foram infectados ou que morreram vítimas da doença durante este período.
Risco de contágio
“A segunda categoria mais afetada pela pandemia são os profissionais de transporte, de acordo com o pesquisador Yuri Oliveira Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A probabilidade de contágio destes profissionais é de 71%”, argumenta o vereador.

Ainda em sua explanação, o vereador contou que esse grupo de trabalhadores se encontra mais vulnerável, visto que é diário o contato com um número considerável de pessoas. Portanto, esta é uma forma de prestar auxílio à classe trabalhadora e à população em geral, priorizando a imunização desses profissionais e garantindo, assim, as condições necessárias de saúde e segurança no exercício de suas atividades, buscando junto ao Poder Executivo, através da Secretaria Municipal de Saúde, ações positivas em prol da vida.
“O acesso à vacina ajudará esses profissionais que realizam o serviço de transporte a continuar seu papel essencial, ao mesmo tempo em que reduzirá o risco para todos, diante das condições sanitárias atuais, decorrentes da propagação da covid-19”, finalizou Marquinhos.

(*) Waldir Maranhão
A política brasileira aguardava decisão do STF sobre as condenações do ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato para refazer o desenho da disputa pela Presidência da República em 2022. Mesmo assim, essa antecipação é um retrato do momento, o que não impede que se repita nas urnas do próximo ano.
Com a instalação da CPI da Covid no Senado Federal, por determinação do Supremo que acabou confirmada pelo plenário, a fragilidade política do presidente Jair Bolsonaro aumentou muito em questão de dias.
Esse quadro mostra a fragilidade do projeto de reeleição do atual presidente, assim como coloca no jogo muitos atores políticos, os quais poderão se transformar em pedra no íngreme caminho a ser percorrido por Bolsonaro.
A tragédia humanitária que surgiu do fracassado combate à pandemia obriga os brasileiros a repensarem suas opções eleitorais, mesmo faltando mais de um ano para a corrida ao Palácio do Planalto.
Com mais de 365 mil mortos pela Covid-19, a população não pode repetir o erro de embarcar em um projeto político que é uma farsa largamente comprovada. Em outras palavras, o cidadão não pode cair na mesma esparrela.
Enquanto Bolsonaro tenta curar as feridas causadas por um governo desastroso e populista, alguns pré-candidatos se movimentam nos bastidores na esperança de conseguir um lugar ao sol.
Muito tem se falado sobre a necessidade de uma candidatura de centro para derrotar Bolsonaro, mas até agora nenhum dos possíveis protagonistas entusiasmaram a opinião pública.
Pesquisa recente do Data Poder mostrou que o ex-presidente Lula lidera a corrida presidencial desde que recuperou os direitos políticos, enquanto Bolsonaro vê a possibilidade de reeleição ficar cada vez menor no horizonte.
Nesse cenário de incertezas de todos os matizes, arrisco recorrer à parábola do “bode na sala”, sem desejar que ao final o catinguento caprino passe a ser odiado. Trata-se apenas de uma reflexão política com base em fatos atuais.
Enquanto muitos pré-candidatos tentam atrair a atenção do eleitor, um quadro marcado por conhecidas alianças merece consideração. Esse ganha força com a criação da CPI da Covid, que mostra ao brasileiro uma das fórmulas para derrotar Bolsonaro nas urnas.
Partidos como MDB, PSDB, PSD, PT e Rede formam maioria na CPI da Covid, algo que vem assustando os frequentadores do Palácio do Planalto. Se em meio ao desastre em que se transformou o governo Bolsonaro a maior preocupação repousa no avanço da pandemia, não se deve descartar a possibilidade de as citadas legendas se unirem em nome de um projeto para salvar o País.
Alguém pode alegar que essa proposta uniria esquerda, centro e centro-direita, mas para escapar do caos é preciso reflexão e humildade.
Que no próximo ano não se repita o que vivemos em 2018, quando candidatos à Presidência preferiram se agarrar à vaidade e vez de formar um bloco contra Jair Bolsonaro, cuja atuação como governante era previsível. Naquele ano tínhamos excelentes nomes concorrendo ao Palácio do Planalto.
Alguns sinais apontam na direção da importância de se formar uma frente ampla para, derrotando Bolsonaro, livrar o Brasil de um jeito de governar ultrapassado e que ignora os mais necessitados, sempre usados como massa de manobra em determinados momentos.
Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse ter se arrependido de na eleição de 2018 não ter votado no petista Fernando Haddad. Essa afirmação é um sinal de que os tucanos podem se alinhar a uma frente contra o atraso e o desvario que marcam a gestão de Bolsonaro.
Lula, que nesta quinta-feira, 15 de abril, tornou-se oficialmente elegível, declarou que em eventual coalizão contra o atual presidente da República o seu partido não obrigatoriamente precisa ser cabeça de chapa. Desde que surja uma candidatura “com mais fôlego que o PT”.
Lula é extremamente inteligente em termos políticos e sabe ser ele o candidato natural do partido. Em eventual frente contra Bolsonaro, o PT poderia indicar alguém como candidato a vice, que não Lula, até porque sua trajetória política não permitiria isso. Em outras palavras, mais uma janela que se abre para o quintal do diálogo.
No meu estado, o Maranhão, o atual vice-governador, Carlos Brandão, filiado ao PSDB, será candidato ao governo com apoio de partidos de esquerda. Nesta quinta-feira, Brandão reuniu-se com algumas lideranças petistas locais. Isso significa que os tucanos contam com essas frentes políticas para construir uma candidatura competitiva no estado. Como filiado ao PSDB, vejo com bons olhos essa possível e promissora aliança, que poderia reverberar nacionalmente.
Se no campo da Física os polos de naturezas opostos se atraem, enquanto que os iguais se repelem, no universo da política essa máxima não é regra. A política é, acima de tudo, a arte do diálogo e da convergência de ideias e ideais. Esse é o momento para iniciar diálogos.
Ao que parece, pelo menos por enquanto, todos os que tentam se habilitar como presidenciáveis têm o mesmo propósito: resgatar o Brasil do cativeiro do atual governo e devolver a dignidade ao cidadão comum.
Tomemos como exemplo os movimentos iniciais para a sucessão no Maranhão e o quebra-cabeças partidário que se formou na CPI da Covid e que já tira o sono de Bolsonaro.
Ainda é cedo para bater o martelo, mas diálogos e conjecturas podem desanuviar o horizonte. Até porque, voltando na linha do tempo, estamos vivendo uma polarização política que exige a união de pessoas que podem salvar o País, sem espaço para aventureiros de plantão.
Ainda recorrendo à Física, a terceira Lei de Newton afirma que para toda ação surge uma reação. É chegada a hora de o Brasil e os brasileiros reagirem, em nome de um amanhã menos conturbado e com boas doses de esperança.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

(*) Waldir Maranhão
Não há como mudar a realidade de um país como o Brasil sem priorizar a educação. Por mais que os discursos políticos sempre contemplem temas educacionais, a realidade brasileira nesse setor é trágica, mesmo considerando alguns modestos avanços ocorridos na última década. Além disso, os avanços na educação ocorrem em velocidade muito aquém das necessidades do País.
Pesquisa realizada pela ONG Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, com base em dados de 2018, mostra que 73% dos brasileiros estão plenamente alfabetizados, enquanto 29% são considerados analfabetos funcionais. Além disso, o levantamento revelou aumento de 2% do analfabetismo funcional na comparação com 2015.
Destaco que entre estar alfabetizado e ter capacidade de compreender um texto qualquer há uma enorme diferença. E muitos brasileiros enfrentam dificuldade para compreender textos considerados simples e corriqueiros.
Esse quadro não deixa dúvidas a respeito do avanço da marginalização social provocada pela baixa qualidade do ensino público, o que por sua vez impede o cidadão de se qualificar para buscar um emprego melhor e com salário condizente com suas necessidades.
A pandemia do novo coronavírus revelou a extensão da tragédia social que existe no Brasil, sendo que parte desse cenário de caos advém do pífio nível de aprendizado dos cidadãos. Não estou a desdenhar o brasileiro que luta corajosamente todos os dias para sobreviver, mas cobrando das autoridades ações que garantam condições mínimas para que cada um consiga evoluir.
Com o advento da pandemia, o ensino na rede pública foi duramente atingido, com suspensão das aulas presenciais, muitas das quais não foram substituídas por aulas remotas por questões tecnológicas e falta de recursos financeiros para que os alunos pudessem acessar o chamado ensino à distância. Na verdade, o que aconteceu e continua acontecendo é o que conhecemos não é de hoje: educação com doses mínimas de qualidade é privilégio de uma minoria. Como se ainda vivêssemos nos tempos da “casa grande e senzala”.
Não consigo fechar os olhos e cruzar os braços diante de realidade tão assustadora no campo da educação. No momento em que o Estado, como um todo, deveria incentivar a permanência dos alunos mais pobres nas escolas, inclusive com o pagamento de algum benefício financeiro que garantisse isso, o governo federal decidiu vetar o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) para disponibilizar a escolas, alunos e professores acesso à rede mundial de computadores. Ou seja, há pelo menos doze meses os estudantes mais vulneráveis estão sem contato com o ambiente escolar.
Há mais de cinquenta anos o Brasil alimenta-se da mentirosa profecia do “país do futuro”, mas no campo da educação os inúmeros retrocessos dos últimos tempos me levam a questionar que país teremos no futuro próximo. Pouco importam as conquistas que tivemos, pois as perdas educacionais são muito maiores e preocupantes.
Um bom e triste exemplo desse cenário de desmoronamento da educação é a precarização do trabalho que invadiu as ruas e avenidas das principais cidades brasileiras nos últimos meses. Montados em bicicletas e motocicletas, jovens optaram pelo extenuante trabalho de entrega por aplicativos por falta de opção. Trabalham de sol a sol, muitas vezes avançam pelas madrugadas, correndo riscos em meio ao trânsito, para conseguir o mínimo em termos financeiros que impeça o próprio desparecimento. Sem direito a vínculo empregatício e aos benefícios previstos em lei.
Como se esse desolador quadro não fosse suficiente, o governo federal, por meio da Receita, pretende acabar com a isenção tributária no segmento de livros, com a justificativa que apenas 10% da população, os mais ricos, se dedicam à leitura. O que é uma enorme inverdade.
Em vez de incentivar a leitura em todo o País e ampliar os horizontes do cidadão, o governo prefere piorar o que há muito é ruim. Além disso, caso leve adiante a retomada da tributação sobre os livros, o governo precisa assumir a responsabilidade pelo encarecimento dos livros didáticos. Em outras palavras, a educação brasileira corre o risco de ganhar em breve um novo inimigo: o imposto. Sem contar que o acesso à cultura será de novo penalizado.
Em outra ponta do universo da educação está a fuga de alunos das escolas, que aumentou de maneira considerável com o fim do pagamento do auxílio emergencial.
O impacto do fim do benefício foi sentido no ensino superior, onde muitos estudantes adiaram ou deixaram para trás o sonho da graduação. É o que mostra a pesquisa “Observatório da educação superior – análise dos desafios para 2021”, da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABNS) e da Educa Insights.
De acordo com a pesquisa, 56% dos alunos do ensino médio não querem entrar na universidade neste momento.
Dos 1.112 alunos aptos a entrar em universidades e que foram ouvidos pela pesquisa, dois terços confirmaram ter recebido ao menos uma parcela do auxílio emergencial em 2020.
Alguém pode perguntar como esse quadro interfere no cotidiano. Não é preciso muito esforço para perceber que quanto menor for o número de alunos nas universidades, maior serão as dificuldades enfrentadas pela sociedade. E para chegar à universidade é primordial um ensino básico de qualidade.
Não é preciso deixar a pandemia para compreender que ora exponho. Muitos governadores e prefeitos Brasil afora tiveram a intenção de abrir novos leitos de UTI e hospitais de campanha para atender pacientes de Covid-19. Isso não foi possível por falta de mão de obra especializada, como médicos e profissionais de enfermagem.
Ou o Brasil para e revê suas políticas educacionais, proporcionando a todos os cidadãos acesso ao ensino de qualidade, ou em pouco tempo o País viverá um apagão profissional. Os passos iniciais na direção da tragédia já foram dados. Traduzindo, o apagão educacional já é uma realidade, o apagão profissional começa a surgir no horizonte.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

(*) Waldir Maranhão
Com o descaso do governo em relação à pandemia ao longo de 2020 e nos primeiros meses do corrente ano e o negacionismo persistente do presidente Jair Bolsonaro, a crise sanitária instalou no País um cenário de caos inimaginável, talvez semelhante a uma terra arrasada.
Refiro-me não apenas aos mortos e infectados pelo novo coronavírus, tema que merece reflexão e consternação por parte de cada cidadão, mas aos efeitos devastadores da pandemia no cotidiano da população, principalmente a parcela mais pobre da sociedade.
Nenhum brasileiro dotado de bom senso pode aceitar a institucionalização do descaso no combate à Covid-19, enquanto a escalada de mortes avança livre e assustadoramente. Afirmar que vacinas estão sendo compradas em grandes quantidades, após impressionantes de meses de atraso, não intimida o coronavírus, que continua a ceifar vidas ao mesmo tempo em que se modifica geneticamente.
Considerando o grave momento que o país atravessa, algo precisa ser feito para impedir que a tragédia cresça sem qualquer tipo de reação à altura por parte do Estado. Uma situação como a que vivemos atualmente já teria provocado em outras nações a queda do presidente da República, que não abre mão de provocar aglomerações, defender o ineficaz “tratamento precoce” e condenar medidas restritivas, como isolamento social e “lockdown”, adotadas por governadores e prefeitos que têm lutado como titãs em meio a centenas de milhares de cadáveres.
A forma como o presidente da República vem tratando a pandemia configura crime de responsabilidade, o que enseja processo de impeachment. Há no Congresso Nacional mais de sessenta pedidos de impeachment do presidente, com crimes de responsabilidade de sobra, mas nenhum avançou até agora.
Fechar os olhos para os pedidos de impeachment, como faz o Parlamento, é banalizar as mais de 330 mil mortes por Covid-19, transformando em algo comum o fato de pessoas tombarem aos milhares todos os dias diante de uma doença traiçoeira e impiedosa.
Entre as promessas de campanha e os entraves que permeiam o ato de governar há uma diferença brutal, ou seja, governar uma nação como o Brasil não é tarefa fácil, mas é necessário que o presidente da República aja com um mínimo de responsabilidade no âmbito da crise sanitária, a exemplo do que têm feito inúmeros chefes de Estado e de governo mundo afora.
Remédios jurídicos para sanar a chaga que nos aflige existem de sobra na legislação brasileira, começando pelo impedimento do chefe do Executivo federal, que, ao contrário do que esbravejou enquanto candidato, recorreu ao “toma lá, dá cá” para, evitando o pior, manter-se no poder e, talvez, completar o mandato atual.
Há quem diga que o país não suportaria mais um processo de impeachment, mas os brasileiros, cortando na própria carne, precisam aceitar um inevitável processo de maturação do Estado, que passa obrigatoriamente por caminhos íngremes e tortuosos.
Em 17 de julho de 2007, o Brasil parou estarrecido diante da notícia e das imagens do mais grave acidente aéreo do país, no aeroporto de Congonhas. Quase 14 anos depois daquela tragédia, muitos ainda mantêm o inconformismo diante de um acidente que tirou a vida de 199 pessoas. É compreensível que esse episódio seja lembrado continuamente para que os erros não se repitam.
O que temos visto no Brasil dia após dia corresponde à queda de 20 aeronaves semelhantes à que se espatifou e incêndio após atravessar a pista do aeroporto paulistano, mas parece que a indignação da sociedade está cercada pela contemplação pura e simples. Refiro-me àquele grave acidente aéreo para mostrar que desde o início da pandemia até agora o número de mortos por Covid-19 corresponde a 1.675 desastres aéreos como o de Congonhas.
Naquela ocasião, as mais absurdas teorias surgiram entre as chamas que derreteram a aeronave e consumiram famílias e sonhos, mas ao fim prevaleceu a tese de que a punição com base na lei era a melhor solução.
Hoje, no vácuo da tragédia provocada pela pandemia, a sociedade permanece inerte e o Congresso insiste em ser mero espectador, como se o genocídio que acontece no Brasil pudesse ser ignorado.
Diferentemente do que afirmaram e ainda afirmam os negacionistas e os chamados “terraplanistas”, o vírus da Covid-19 não é chinês, mas a letargia das autoridades ultrapassa as barreiras do crime de responsabilidade e avança no terreno da desumanidade é legitimamente brasileira.
Cobiçar a cadeira presidencial é direito de qualquer cidadão que se enquadre nas regras eleitorais, mas o papel de timoneiro da nação tem bônus e, por questões óbvias, tem ônus. Ninguém é obrigado a ser presidente da República, mas quando chega-se ao posto é preciso saber que riscos existem.
Os parlamentares que votaram contra o impeachment da então presidente Dilma Rousseff foram execrados por boa parte da opinião pública, como se fariseus fossem. Por essa baliza, é preciso saber o que acontecerá com os políticos que agora cruzam os braços para contemplar o desastre em que se transformou o combate à pandemia no Brasil.
Crime de responsabilidade não permite interpretação dupla ou de conveniência. É crime de responsabilidade e não se discute o assunto. Na melhor das hipóteses pode-se afirmar que um crime é mais ou menos gravoso que outro. E que cada um decida o que é pior: uma pedalada fiscal, que foi adotada por alguns antecessores da petista, ou a morte de mais de 335 mil pessoas no rastro de pandemia que poderia ser contida.
(*) Waldir Maranhão – médico veterinário e ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde lecionou durante anos, foi deputado federal, 1º vice-presidente e presidente da Câmara dos Deputados.

O vereador Marquinhos (DEM) lamenta com grande pesar a morte do amigo, jornalista e vereador, Batista Matos, ocorrida na manhã desta quarta-feira, 31.
Batista Matos estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de um hospital particular, para tratar das complicações de saúde causadas pela Covid-19.
Neste momento de dor, Marquinhos se solidariza com os familiares, amigos, correligionários, comunidade evangélica e demais admiradores do vereador e expressa as mais sinceras condolências pela perda.
“Não são apenas números, são vidas perdidas na luta contra essa pandemia que já levou milhares de pessoas. Batista era um homem de fé, um companheiro de vida pública, tinha uma grande folha de serviços prestados em favor do povo de São Luís. Desejo aos familiares e amigos os meus sinceros sentimentos“.
Marquinhos ainda ressalta que “estávamos torcendo juntos, fazendo orações sempre pedindo a Deus pela sua recuperação, que infelizmente não veio”.
Por fim, Marquinhos conclui dizendo que “temos de ter muita força nesta hora. Muita perseverança. Estamos perdendo pessoas próximas, parentes, amigos. Antes muita gente, a maioria, dificilmente sabia de alguém próximo que tivesse sido vitimado pela doença. Agora, não. A situação é mesmo muito, muito grave. Mais do que nunca precisamos fazer uma reflexão sincera sobre responsabilidade, sobre solidariedade. Não dá mais para desdenhar das medidas de proteção à vida. O uso de máscara é fundamental e obrigatório. O distanciamento social também. Meus sentimentos mais sinceros estão unidos agora à família e amigos do vereador Batista.”
A interrupção no fornecimento de energia elétrica, água, gás e tratamento de esgoto, por falta de pagamento, continua suspensa no Maranhão. O alerta é do PROCON/MA, que em conformidade com a Lei Estadual n° 11.280, de 15 de junho de 2020, tem atuado na defesa de consumidores em todo o estado.
“A lei determina que enquanto durar o plano de contingência do Coronavírus no Maranhão não podem ser realizados cortes nesses serviços essenciais; por isso, se o consumidor tiver esse direito violado, deve procurar o PROCON/MA”, afirmou a presidente do órgão de defesa, Karen Barros.
Regras
Em condições habituais, não existe uma quantidade mínima de contas em atraso que permita o corte nesse tipo de serviço. As concessionárias podem realizar a interrupção com apenas uma conta em aberto, precisando, para isso, avisar o consumidor com 15 dias de antecedência. Também são proibidos cortes às sextas-feiras, sábados, domingos, feriados ou vésperas de feriado.
Porém, com a lei estadual, além de não poderem realizar a interrupção durante a pandemia, com o fim do plano de contingência, as concessionárias deverão oferecer condições de parcelamento do débito do consumidor e não podem ser cobrados juros e multas.
Investigação
O PROCON/MA recebeu denúncias de consumidores sobre cortes no fornecimento de energia elétrica, e para investigar a prática, está abrindo Portaria de Investigação Preliminar contra a Equatorial Energia.
“O consumidor é a parte hipossuficiente, que precisa de proteção neste momento tão delicado, e o PROCON/MA está atuando nessa situação e cobrando a responsabilidade das concessionárias desses serviços públicos”, informou Karen Barros.
Consumidores que tiveram seus direitos lesados poderão formalizar suas denúncias pelo site www.procon.ma.gov.br ou aplicativo PROCON MA.

A assessoria do vereador de São Luís, Batista Matos, divulgou comunicado, neste sábado (27), informando que o parlamentar está na UTI em decorrência de complicações da Covid-19. A família pede orações diante do quadro do vereador.
“A confiança na competência e dedicação da equipe médica que o assiste nos dá a certeza de que ele está em segurança e se restabelecerá completamente”, diz a nota.
Batista Matos, que foi curado de um câncer recentemente, está internado no hospital São Domingos há 25 dias e a situação é um pouco delicada.
NOTA PÚBLICA

A assessoria do Vereador João Batista Matos e sua família informam que nosso querido irmão se encontra hospitalizado em Unidade de Terapia Intensiva, em decorrência de complicações da Covid-19. A confiança na competência e dedicação da equipe médica que o assiste nos dá a certeza de que ele está em segurança e se restabelecerá completamente.
As mensagens de afeto, otimismo e os “Relógios de orações” que não descansam nem mesmo por um segundo, pela saúde e pronta recuperação de Batista, nos confortam e renovam a confiança em nosso Pai Supremo, nosso Deus, que tudo pode, conhece e cuida de cada um de nós.
O vereador Batista tem sido fervoroso defensor de medidas sanitárias, respeito ao distanciamento social e vacinação. Ciência e fé devem caminhar lado a lado, façamos a nossa parte; cuidar de si hoje é cuidar de todos.
Continuemos nessa corrente de oração, clamando a Deus pela vida do nosso líder e irmão, bem como de todas as pessoas que se encontram em dificuldade similar, nestes difíceis tempos de pandemia.
Em breve, traremos melhores notícias, com a graça e permissão de Deus.
“Orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz”. Tiago 5:16b

A pesquisa Escutec para o Governo do Maranhão, divulgada neste sábado (27), ratifica a viabilidade do nome do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), para a disputa eleitoral de 2022.
Sem jamais ter dito que pretende disputar o Governo do Maranhão e fazendo basicamente uma política limitada a São Luís, onde foi vereador por duas vezes e prefeito também por duas oportunidades, Edivaldo tem sempre seu nome bem posicionado nos levantamentos.
Na pesquisa Escutec, Edivaldo aparece em terceiro lugar, mas tecnicamente, dentro da margem de erro de 2%, está empatado em segundo lugar com o também pedetista, senador Weverton Rocha. Edivaldo aparece com 13%, contra 14% de Weverton.
Ou seja, sem se posicionar sobre 2022 e sem ter ainda levado seu nome ao interior maranhense, Edivaldo já surge com esse potencial, é nítido que passou a ser um nome de extrema viabilidade para o próximo pleito.